Secretaria de Saúde reforça importância da vacinação

Raquel Morais –

Após a divulgação da morte de um macaco vítima da febre amarela, em Niterói, a população lotou os postos de saúde em busca da vacina contra a doença. Ao todo são 38 pontos de vacinação na cidade, entre Policlínicas, Posto Médico de Família, Clínica Comunitária da Família e Unidade Básica de Saúde, oito deles foram disponibilizados na última quarta-feira (17). Segundo dados da administração municipal mais de 190 mil pessoas já foram vacinadas só no ano passado e 257.926 mil pessoas nos últimos 10 anos.

A morte do macaco em Niterói foi a primeira morte do animal pela doença em todo estado do Rio de Janeiro. O caso ocorreu há 10 dias, porém só foi confirmada a causa-morte na tarde da última quarta-feira. A Prefeitura de Niterói não divulgou o local onde o primata foi encontrado, mas boatos na internet apontam que teria sido dentro do Horto do Fonseca, na Zona Norte. A Vigilância Sanitária alerta sobre a importância de não tocar em primatas encontrados mortos e acionar, imediatamente, a Guarda Ambiental para recolhê-los e evitar a contaminação de doenças virais que pode acontecer mesmo com o animal sem vida. Para isso a população tem o telefone 153 disponível para denúncias.

Vacinação
O secretário estadual de Saúde do Rio, Luiz Antônio Teixeira Júnior, reforçou a importância de quem não tomou a dose se imunizar. A Secretaria estadual de Saúde confirmou que resolveu antecipar a campanha de vacinação fracionada contra a febre amarela no Rio de Janeiro. As doses, que só passariam a ser adotadas no dia 19 de fevereiro, agora passarão a ser aplicadas já no dia 25 de janeiro, mesma data programada para o início da vacinação fracionada em São Paulo. Segundo a pasta, a decisão está alinhada com o Ministério da Saúde e com a Secretaria estadual de Saúde de São Paulo, com o objetivo de construir uma estratégia conjunta de enfrentamento da febre amarela. Cerca de 8 milhões de pessoas (60%), de um público-alvo de 14 milhões, ainda não se vacinaram contra a doença no estado.

“A gente conclama a população que venha buscar a vacina para estarmos protegidos em todo o nosso estado”, pontuou o secretário Luiz Antônio.
O adesivador Renato Furtado, 39 anos, também conseguiu, entre um trabalho e outro, ir tomar a dose única da vacina no Posto Médico de Família Vila Ipiranga, no Fonseca. A unidade de saúde foi uma das oito a mais que a administração municipal expandiu para atender a população. “Quero me proteger dessa doença e foi ótima essa possibilidade na Zona Norte, ficou mais perto da minha casa. Tenho medo desse mosquito”, comentou.

Na mesma região, a Policlínica Regional Doutor Guilherme Taylor March, também disponível para vacinação, esteve fechada durante todo o dia por problemas de eletricidade. Não foi difícil encontrar niteroienses que procuravam o posto para a imunização. “Eu preciso tomar essa dose da vacina e fiquei chateada de encontrar os portões fechados. Vou ter que ir em outro lugar”, resumiu a dona de casa Fernanda de Lima, 22 anos.

Encontre um posto em Niterói
A população de Niterói pode se vacinar de segunda a sexta, das 8h às 16h, em todas as policlínicas regionais do município (Centro, Santa Rosa, Fonseca, Largo da Batalha, Itaipu, Barreto e Engenhoca); na Policlínica Comunitária de Jurujuba; nas Clínicas Comunitárias da Família da Teixeira de Freitas, Ilha da Conceição, Badu e Várzea das Moças; nos módulos do Programa Médico de Família do Viçoso, Marítimos, Atalaia, Bernadino, Morro do Céu, Ititioca, Ponta da Areia, Vila Ipiranga, Engenho do Mato, Cantagalo, Sapê, Cafubá II e III, Maravista, Matapaca, Caramujo, Jonathas Botelho, Leopoldina e Maruí; nas Unidades Básicas de Santa Bárbara, do Baldeador, Piratininga, Centro, Engenhoca e Morro do Estado; e na Policlínica Naval de Niterói.

Doença
A Prefeitura de Niterói informou que há duas formas de transmissão de febre amarela: silvestre e urbana. As duas são causadas pelo mesmo vírus, mas se diferem pelo vetor de transmissão. A forma urbana é transmitida pelo Aedes aegypti e, de acordo com o Ministério da Saúde, desde os anos 40, o Brasil não registra casos deste tipo da doença. Já a silvestre é transmitida pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, insetos de hábitos estritamente silvestres. Quando o mosquito pica um macaco ou uma pessoa doente, que está com febre amarela, ele torna-se capaz de transmitir o vírus. Os sinais e sintomas mais comuns da doença são: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos que duram, em média, três dias. Nas formas mais graves da doença, podem ocorrer icterícia (olhos e pele amarelados), problemas no fígado e nos rins, hemorragia e cansaço intenso.

Contraindicação
A vacina é contraindicada para pessoas com alergia a algum componente da vacina e alergia a ovos e derivados; pessoas com doença febril aguda, com comprometimento do estado geral de saúde; ou ainda pacientes com doenças que causam alterações no sistema de defesa (nascidas com a pessoa ou adquiridas), assim como terapias imunossupressoras – quimioterapia e doses elevadas de corticosteroides, por exemplo; indivíduos portadores de Lúpus Eritematoso Sistêmico ou com outras doenças autoimunes; pacientes que tenham apresentado doenças neurológicas de natureza desmielinizante (Síndrome de Guillain-Barré, ELA, entre outras) no período de seis semanas após a aplicação de dose anterior da vacina; pacientes transplantados de medula óssea; pacientes com histórico de doença do Timo; crianças menores de seis meses de idade; crianças menores de dois anos de idade que não tenham sido vacinadas contra febre amarela não devem receber as vacinas tríplice viral ou tetra viral junto com a vacina contra FA. O intervalo entre as vacinas deve ser de 30 dias.

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