Sargento acusado de ocultar armas usadas no atentado contra Marielle Franco é preso em operação

O sargento do Corpo de Bombeiros, Maxuell Simões, conhecido como Suel, foi preso, na manhã dessa quarta-feira (10), durante operação coordenada pela Polícia Civil (DH-Capital), acusado de ocultar as armas usadas para matar a vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, no atentado ocorrido em março de 2018. Além do mandado de prisão, a operação cumpre mandados de busca e apreensão em dez endereços na cidade do Rio ligados a Maxwell e a outros quatro investigados.

Participaram ainda da ação o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Participaram a Corregedoria da PM e o Serviço Reservado dos Bombeiros. A decisão foi proferida pelo Juízo da 19ª Vara Criminal da Comarca da Capital. Ele foi preso num condomínio de luxo, no bairro Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Na frente da residência, os agentes ainda apreenderam um veículo, modelo BMW, avaliado em cerca de R$ 170 mil.

De acordo com os investigadores, Suel era “homem de confiança” de Ronnie Lessa, acusado de ser o autor dos tiros no atentado de 2018. Ele e Élcio Queiroz, acusado de dirigir o veículo usado no dia do crime, permanecem presos desde março de 2019. Segundo os policiais, para dificultar as investigações, Suel teria oferecido o veículo usado para guardar armas de Ronnie, entre os dias 13 e 14 do ano passado. Posteriormente, as armas teriam sido jogadas no mar.

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