São Pedro de prepara para a campanha ‘Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica’

A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH) de São Pedro da Aldeia já deu os primeiros passos para a cidade aderir à campanha “Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica”, que tem como foco o combate à violência nos lares. A SASDH solicitou à 125ª DP (São Pedro da Aldeia) e à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) os dados de violência contra a mulher no município para que, juntos, possam criar estratégias de enfrentamento. A Secretaria também participou das reuniões virtuais realizadas pelo Conselho Estadual dos Direitos da Mulher e os órgãos envolvidos que discutiram o tema.

De acordo com a secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Olívia Sá, o município já tem um protocolo estabelecido.

“São Pedro da Aldeia vai fazer todas as adesões possíveis. Nós, mulheres, já nascemos com todos os direitos violados. Umas fazem parte diretamente do grupo que necessita de mais cuidados, outras não. Mas todas estão dispostas a contribuir e ajudar umas às outras. Agradecemos a oportunidade de estarmos à frente da secretaria, que vai colocar o nosso município inserido nessa campanha tão importante”, falou Olívia.

A campanha “Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica” vai auxiliar vítimas de abusos no lar. O objetivo da campanha é incentivar as denúncias a partir de um símbolo. A mulher, ao desenhar o “X” na mão e exibi-lo a um atendente na farmácia ou farmacêutico, poderá conseguir auxílio.

O atendente ou farmacêutico seguirá um protocolo para comunicar à polícia e ao acolhimento à vítima. Caso a mulher não queira que a rede de proteção seja acionada imediatamente, o balconista poderá anotar o endereço da vítima para fazer a denúncia mais tarde, com a garantia que não serão conduzidos à delegacia nem, necessariamente, chamados a testemunhar.

As farmácias foram escolhidas por serem um ambiente considerado seguro e acessível, mesmo em tempos de pandemia. Mais de 10 mil farmácias em todo o país poderão receber pedidos de ajuda e acionar as autoridades. A campanha é promovida pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Já Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (AMAERJ) lançou cartilhas que explicam os tipos de violência doméstica, apresentam os atos que são considerados violência durante o confinamento, listam os sinais de uma possível futura violência e traçam um plano de proteção. Além disso, trazem informações sobre a Rede de Enfrentamento da Violência contra a Mulher.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dezenove + 1 =