São Gonçalo terá 19 km de ciclovias a partir do próximo ano, prevê plano

Wellington Serrano

O transporte coletivo integrado com a bicicleta, com menos incentivo ao uso do carro. Esta é a solução para a mobilidade urbana de São Gonçalo, conforme o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável, que tem previsão de ser posto em prática a partir do início de 2018.

Segundo a prefeitura, devido ao momento de crise, os investimentos devem ser concentrados na implantação de corredores de ônibus (BRT), com vias separadas para ônibus e bicicletas, ligando os principais bairros de São Gonçalo. Alternativas, como o Veículo Leve sobre Trilhos e o Monotrilho, continuam descartadas pelo alto custo.

Ainda segundo informações do plano de mobilidade, a intenção é integrar corredores de ônibus e ciclovias que vão de Neves até Alcântara. Pela proposta, só no primeiro ano as vias especiais para bicicletas na cidade passariam de cinco quilômetros para 19. Com as mudanças, o estudo prevê que o tempo médio do transporte individual caia e o de transporte público também.

A cidade não possui uma rede de ciclovias e nem está nesse caminho como a vizinha Niterói, mas o vendedor Márcio Parodes Oliveira acredita que essa história vai mudar. “Precisamos de pistas. As pessoas usam a bicicleta como meio de transporte e lazer e precisam disso aqui em nossa cidade”, ressaltou.

Investimento de R$ 800 milhões

Segundo o relatório, o plano ainda em estudos técnicos prevê custos em torno de R$ 800 milhões para um corredor viário de 19 km de extensão, com uma demanda diária de 146 mil passageiros, que viajariam nos 78 veículos articulados, e teriam também como parceiro modal a ciclovia, que poderá ser construída através de parcerias público-privadas, em modelo de concessão.

“Nossa prioridade é implantar o BRT, com corredores exclusivos para ônibus modernos e confortáveis, isso vou deixar como legado junto com a construção da ciclovia. Trabalhamos para que no início de 2018 o primeiro trecho saia do papel “, explicou o prefeito José Luiz Nanci.

De acordo com o prefeito, com a crise do Estado do Rio fica impossível se iludir com a chegada da linha 3 do metrô, que ligaria São Gonçalo a Niterói.

“Uma alternativa mais barata e prática pode ser concretizada através de Parceria Público-Privada (PPP). Estive nos últimos dois dias participando de palestras sobre as PPPs e vamos estudar essa possibilidade. Tive acesso ao projeto e sabemos que o BRT tem um custo de cerca de 30% a 40% do que seria usado para a linha 3. O tempo de construção também é menor, em cerca dois anos. São Gonçalo precisa de uma solução mais rápida”, afirmou. Para Nanci, a obra também vai gerar empregos e permitir que os trabalhadores e a população economizem tempo no deslocamento diário.

“Sem dúvidas, o BRT e a ciclovia, serão importantes para São Gonçalo. Primeiro que gera emprego e, segundo, deixa o trânsito fluir melhor. Será um grande avanço”, comentou, concluindo que o projeto inicial prevê que seja implantado pelo leito da antiga linha férrea desativada, que corta grande parte do município.

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