São Gonçalo será pioneiro em programa contra mosquito Aedes Aegypti

Raquel Morais

Enquanto a vacina contra a Dengue só deverá estar disponível a população em 2019, São Gonçalo será o primeiro município do Rio de Janeiro a receber um projeto contra o mosquito Aedes Aegypti. A partir da próxima terça-feira, 10, os jardins do bairro Trindade vão receber sementes da Flor Crotalária, uma espécie de planta atrae libélulas, predadoras da larva do Aedes, causador da dengue, zika e chikungunya. A iniciativa é da organização Active Citizens, programa de treinamento de liderança social.

Uma das líderes do Active Citizens, Leila Araújo, explicou que além da comprovação científica e do efeito que já é sentido nas populações de outros municípios, a planta cria um microsistema.

“As pessoas vão ver um jardim plantado e não vão jogar lixo ali. Tem um aspecto mobilizador. Além das flores vamos atrair para o município libélulas”, comentou a também pedagoga do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

O projeto contará com jovens estudantes do ensino médio, moradores de São Gonçalo, que vão plantar as flores nos jardins do bairro.

“As larvas da libélula matam as larvas dos mosquitos. Por exemplo, o carro fumacê chega a matar pássaros, então algumas cidades gastam muito dinheiro público e acabam com o ecossistema”, reforçou Leila.

Testes
Já a vacina contra a dengue está em fase de testes e segundo informação oficial já foram aplicadas doses em 4 mil pessoas, das 17 mil que deverão participar dos testes. Essa é a última fase antes da vacina ser submetida à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
“Eu acho difícil que ela esteja disponível já no ano que vem. Mas nós vamos trabalhar para que esteja. Mas talvez no outro verão possa estar disponível. Agora, depende de muitas coisas”, ressaltou Jorge Kalil, diretor do Instituto Butantã.

Perspectiva para 2017
Segundo informe oficial os casos de dengue e zika no Brasil devem se manter estáveis neste ano em relação ao ano passado, enquanto as infecções por chikungunya devem aumentar. Dados do Ministério da Saúde revelam que, em 2016, foram registrados 1,4 milhão de casos de dengue contra 1,6 milhão no ano anterior, além de 211 mil casos prováveis de infecção por Zika (não há comparativo com o ano anterior porque os dados só começaram a ser coletados em outubro de 2015). Em relação à febre chikungunya, os registros apontam para 263 mil casos em 2016 contra 36 mil no ano anterior – um aumento de cerca de 620%.

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