São Gonçalo se explica ao Ministério Público

Raquel Morais

Em mais um capítulo da saga entre Ministério Público e Prefeitura de São Gonçalo sobre as recomendações para armazenamento das vacinas contra a Covid-19, agora a Secretaria Municipal de Saúde garantiu que respondeu todos os questionamentos do MP. Foram encontradas algumas irregularidades no polo sanitário Dr. Washington Luiz, no bairro Zé Garoto, como ineficácia do uso do termômetro da caixa térmica de armazenamento das doses. Após a identificação desse e de outros erros o MPRJ cobrou do poder municipal informações sobre os assuntos que deveriam ter sido dadas na segunda-feira (8), mas já foram enviadas ontem (11).

Uma equipe do MPRJ esteve em São Gonçalo no dia 1º de março e no dia 5 de fevereiro e foram apontadas irregularidades no polo sanitário. Ineficácia do termômetro da caixa térmica, falta de gerador de energia e nenhum planejamento para o caso de queda de luz; além de não ter sido identificado um plano de abertura das caixas do imunizante o que era destinada às sobras para grupos não prioritários. Entre as recomendações foram destacadas a manutenção periódica dos termômetros que acompanham as caixas térmicas, monitoramento adequado e constante das temperaturas e que sejam adotadas medidas relacionadas às vacinas em frascos multidoses, para evitar a perda de doses e a subversão da ordem dos grupos prioritários.

De acordo com a Prefeitura de São Gonçalo a Secretaria Municipal de Saúde já respondeu todos os questionamentos do Ministério Público. A cidade possui as câmaras refrigeradas em quase todos os postos de saúde que trabalham com vacinação, inclusive no Polo Sanitário Washington Luiz. O Centro de Tradições Nordestinas, Clube Esportivo Mauá e Umpa de Nova Cidade, que tornaram-se pontos de vacinação com o objetivo de ofertar locais abertos e com o sistema de drive-thru para a vacinação contra o coronavírus, não têm as câmaras refrigeradas, pois não são locais tradicionais de vacinação. Ainda segundo a nota nesses locais as vacinas são armazenadas adequadamente em geladeiras apropriadas, o que não interfere na qualidade da vacina contra o coronavírus.

Em relação a falta de um planejamento em caso de queda de energia elétrica, a administração municipal explicou que as câmaras mantêm as vacinas refrigeradas por 24 horas sem qualquer dano. Os termômetros usados nos isopores são checados regularmente e substituídos quando apresentam falhas. A vacinação está acontecendo, normalmente, na cidade sem qualquer intercorrência em relação ao armazenamento, distribuição e aplicação das doses. E salientou ainda que irá reforçar as orientações para que não haja perdas ou aplicações de doses fora dos grupos prioritários.

O MPRJ foi novamente questionado pela reportagem sobre como fica a situação da qualidade do armazenamento incorreto que pode estar sendo continuado e sobre o prazo para adequação das medidas e não apenas o prazo para envio das respostas. Sobre esses assuntos o órgão não se manifestou.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

2 × 1 =