São Gonçalo lidera roubos de carga no Estado

Pedro Conforte –

Levantamento da Firjan, com base em números do Instituto de Segurança Pública, mostrou que, por dia, três caminhões foram roubados na área de São Gonçalo em 2018. A cidade, que em 2015 estava fora do mapa de concentração desse tipo de crime, no ano passado reuniu o maior número de casos em todo Estado, respondendo por 15,6% dos 9.182 registros de roubos de carga. Os dados fazem parte do Panorama do Roubo de Carga no Estado do Rio de Janeiro, apresentado ontem pela Firjan.

Após quatro anos consecutivos de aumento do roubo de cargas no Estado, finalmente houve queda do número de casos em 2018. Os registros caíram 13,4% em relação a 2017, quando foram registrados 10.599 casos. De acordo com a nota técnica da Firjan, se a tendência de alta tivesse sido mantida, poderia ter havido mais 4.766 casos no ano passado.

Apesar da melhora, a Firjan alerta que os números continuam preocupantes. Em 2018, o estado do Rio continuou apresentando elevado número de ocorrências, média de 25 casos por dia. A Federação alerta ainda que considerando-se apenas o valor médio das cargas roubadas, o custo com esse tipo de crime foi de R$ 580 milhões. Para o coordenador da divisão de estudos econômicos do Rio de Janeiro da Firjan, William Figueiredo, a nova gestão do governo estadual terá pela frente um difícil cenário. “Nesse sentido, a Firjan reforça a importância da atuação integrada das forças de segurança estaduais e federais para continuidade da redução das ocorrências”, recomendou.

Migração do crime
O mapeamento das áreas de maior incidência revela ainda a mudança na concentração de casos nos últimos anos. Em 2015, os roubos de carga concentravam-se na Baixada Fluminense e na capital, já em 2018 registraram forte presença no Leste Fluminense. O estudo mostra que há uma forte concentração no entorno das principais rodovias que cortam o Estado, como a BR-040, a BR-101, a BR-116 e o Arco Metropolitano.
São Gonçalo destaca-se negativamente no mapa de concentração. Em 2015, não havia nenhuma delegacia do município no mapa e, gradativamente, entrou uma distrital por ano. Em 2018, três de suas quatro delegacias (73ªDP/Alcântara, 72ªDP/Mutuá e 75ª/Rio do Ouro) estão entre as que concentram o maior número de casos do Estado.

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