São Gonçalo e Itaboraí em estado de alerta para dengue

São Gonçalo e Itaboraí são os dois municípios da Região Metropolitana II que apresentaram classificação de risco no Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa). As duas cidades estão em estado de alerta e Niterói e Maricá estão dentro da classificação satisfatória para o risco da dengue, zika e chikungunya.

Para chamar atenção da população para a causa o Ministério da Saúde criou alguns projetos como a campanha “Um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Faça sua parte e converse com seu vizinho”, e o dia D de mobilização, que começa dia 15 de dezembro. A iniciativa será “Sexta Sem Mosquito” e vai durar até janeiro. “Eu fiquei feliz em saber que Niterói está fora de risco, mas isso não pode fazer as pessoas deixarem de cuidar da própria casa. O mosquito tem que ser diariamente combatido”, comentou a dona de casa Andrea Silva, 52 anos.
A Prefeitura de Itaboraí informou que no ano de 2017, os casos notificados de dengue, zika e chikungunya foram 643, 24 e 609, respectivamente.
Somente no mês de outubro de 2017 foram notificados quatro casos e dengue e 15 de chikungunya. Já as prefeituras de Niterói, São Gonçalo e Maricá não divulgaram os dados recentes das doenças até o fechamento dessa edição.

A Prefeitura de Niterói informou que o bom desempenho no levantamento é fruto do trabalho intenso de rotina de prevenção e combate ao mosquito realizado pela Fundação Municipal de Saúde. Agentes do Departamento de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses (Devic) vistoriam diariamente imóveis em todas as regiões do município, combatendo possíveis focos do mosquito e orientando a população. Profissionais do Programa Médico de Família também atuam em parceria com o Devic na prevenção e combate aos focos do mosquito, nas suas áreas de cobertura. Niterói também possui Comitês Regionais de Combate à Dengue, organizados pelas Policlínicas Regionais, com ações elaboradas de acordo com as características de cada comunidade. Além disso, durante os sábados são realizados mutirões nos bairros.

O diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis (Devit) do Ministério da Saúde, Márcio Garcia, avaliou que a mobilização da população tem gerado conquistas. Ele apresentou dados que apontam taxas expressivas de diminuição. No caso da dengue, entre 2016 e a primeira quinzena de 2017, houve queda de 83,7%. O cenário da chikungunya o número de casos caiu 32% e a zika teve queda de 92,1%, entre 2016 e 2017.

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