São Gonçalo continua com lixo acumulado e focos de dengue

Aline Balbino

O Governo do Estado instituiu o dia 2 de dezembro como o Dia Estadual de Mobilização para a busca e a eliminação do mosquito Aedes aegypti. A mobilização para conter a proliferação do mosquito realmente é necessária, já que estudos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontaram que epidemias das doenças zika e chikungunya, ambas transmitidas pelo Aedes, serão ainda maiores neste verão. Uma nova doença, a Febre Mayaro, também requer atenção neste fim de ano.

Em São Gonçalo, prefeitura e moradores parecem não estar preocupados com a proliferação. Além de muito lixo espalhado por grande parte da cidade, na Rua 18 do Forte, no Centro, há cerca de 20 pneus abandonados numa poça d’água. Em Neves, na Rua Oliveira Botelho, também há pneus largados nas ruas e muito lixo. Somente neste ano foram notificados 9.379 casos de dengue e 299 chikungunya.

Os bairros com maior incidência são Zé Garoto, Tribobó, Lindo Parque, Engenho Pequeno e Brasilândia.

“A pessoa que jogou esse monte de pneu aqui deveria ser punida. As pessoas aqui estão correndo risco com essas doenças causadas por mosquito. Pessoas que jogam isso não rua são criminosas. É um absurdo”, disse a dona de casa, Ana Maria da Silva Santos, de 28 anos.
O Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti (LIRAa) de 2016, feito pelo Ministério da Saúde em conjunto com os municípios, apontou que 20 cidades estão em situação de alerta ou risco de surto de dengue, zika e chikungunya no estado do Rio. Segundo o estudo, a capital fluminense está em situação satisfatória. Em todo o país, o balanço mostrou que 855 cidades estão em situação de risco.

Justiça

A Prefeitura de São Gonçalo tinha até esta sexta-feira para recolher todo o lixo espalhado pela cidade. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve decisão liminar, em ação civil pública, que determina ao município que regularize os serviços de varrição, coleta e disposição do lixo.

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