São Francisco terá verão com orla 100% monitorada

Wellington Serrano –

A partir deste verão, todos os banhistas de São Francisco, na Zona Sul de Niterói, serão observados em tempo integral. Os acessos ao bairro serão monitorados por 22 câmeras, capazes de registrar a entrada e a saída de veículos. A ação já tem previsão de ser estendida para o bairro vizinho de Charitas. Cerca de outras 480 câmeras estão espalhadas por todos os bairros da cidade, em especial em áreas comerciais e na orla, que recentemente foi alvo de arrastão. Tudo é acompanhado e gravado 24 horas por dia.

As câmeras foram instaladas ao longo de quase um quilômetro de orla e a Avenida Rui Barbosa. A ideia é flagrar pessoas em atitude suspeita e delitos. O próprio presidente da Associação Viver Bem, Felipe Almeida, que acompanha as imagens, falou da preocupação no uso do direito da imagem.

“A Associação Viver Bem não projetou câmeras denominadas Speeddome, com a funcionalidade PTZ, PAN, Tillt e Zoom, porque poderíamos sofrer retaliação, por não existir lei que regulamente essa tipo de funcionalidade. Mesmo com protocolo de senha, ficaríamos sujeito à intervenção humana. Por isso, só utilizamos câmeras dome em lugares que é impossível invadir a privacidade de alguém. Em São Francisco, só utilizamos somente câmeras fixas”, declarou Felipe.

“Eu acho ótimo, quanto melhor para a segurança melhor para a gente também”, afirma o morador Mario Jorge de Oliveira, de 31 anos, que trabalha em um bar na orla. “No bairro mesmo não temos muitos problemas de insegurança, mas recentemente houve um arrastão na praia e constantemente há assaltos à noite”, lembrou.

CASO RESOLVIDO
Na madrugada do dia 6 de dezembro, câmeras flagraram um latrocínio na Avenida Quintino Bocaiúva, que terminou com a prisão dos criminosos. Alertados pelo controle de monitoramento, PMs conseguiram pegar os suspeitos pouco mais de cinco minutos depois de terem participado da série de assaltos.

Todos os bairros de Niterói dispõem de ao menos uma câmera. Já na Zona Sul, o sistema começa a ser universalizado. Segundo Felipe, foram escolhidos locais com maior movimentação para instalar os equipamentos sem nenhuma ajuda do poder público e da iniciativa privada. “A ViverBem segue com esse projeto sem apoio de ninguém”, lamenta Felipe, que afirma que “só têm acesso ao aplicativo, que cuida das imagens, as instituições de seguranças e moradores cadastrados”, lamentou.

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