Santos Dumont e Galeão serão leiloados juntos em 2023

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, confirmou que o Aeroporto Santos Dumont e o Aeroporto Internacional do Galeão serão leiloados no segundo semestre de 2023. No Santos Dumont as perdas com a diminuição do tráfego aéreo durante a pandemia chegaram a R$ 7,5 bilhões. No Galeão a baixa também foi expressiva e o aeroporto está com dificuldade de recuperar o movimento antes do momento pandêmico.

A empresa Changi, de Cingapura, responsável pela concessionária que administra o Galeão, anunciou que desistiu do negócio com o Santos Dumont. Foi feito inclusive um protocolo na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) com o pedido para deixar a concessão. No passado a Anac tinha negado o mesmo pleito de reequilíbrio financeiro do aeroporto. A Changi prevê as perdas em R$ 7,5 bilhões durante a crise sanitária. Para tentar sanar essas dívidas a empresa tentava compensar com outorgas que seriam pagas até 2039, ano do fim do contrato de concessão.

A 7ª Rodada de Licitações de Aeroportos ficou com 15 aeroportos que serão vendidos em três blocos: São Paulo–Mato Grosso do Sul–Pará (lote que inclui o Aeroporto de Congonhas, na capital paulista e mais oito aeroportos); Rio de Janeiro–Minas Gerais (que ficou apenas com os aeroportos de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, Montes Claros, Uberlândia e Uberaba, em Minas Gerais) e Norte 2 (composto pelos aeroportos das capitais Macapá e Belém).

“Não faz mais sentido caminhar com Santos Dumont de forma isolada na 7ª rodada. Nós vamos estudar os dois aeroportos juntos. Nós vamos avaliar a concessão de Galeão e Santos Dumont em conjunto. Isso é uma resposta à preocupação do setor produtivo e do governo do Rio de Janeiro Vamos considerar o terminal Rio andando em conjunto”, declarou o ministro.

De acordo com nota, em valores atualizados, a empresa teria que desembolsar pouco mais de R$ 1 bilhão por ano. O ministro anunciou que a Changi continuará a prestar os serviços no Galeão até o contrato da nova licitação ser assinado. Os outros 49% do Galeão são administrados pela estatal Infraero. O contrato de concessão do Galeão está em vigor desde 2014. Na época, o consórcio formado pela empreiteira Odebrecht e a Changi venceram o leilão. Em 2017, a Odebrecht vendeu a sua parte no consórcio para a Changi, em meio a dificuldades financeiras da empreiteira após a Operação Lava Jato.

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