Salgueiro canta a resistência do povo negro

Resistência. Esta foi a palavra de ordem do desfile da Acadêmicos do Salgueiro, no começo da madrugada deste sábado (11), na Marquês de Sapucaí. A escola foi a terceira a entrar no sambódromo. O desfile falou sobre a luta históricas do povo negro por espaço na sociedade.

A comissão de frente da vermelho e branco da Tijuca fez a arquibancada do Setor 1 da Sapucaí delirar assim que entrou na avenida. Personagens negros exaltados no Carnaval promoveram a “Dança dos Heróis”. Os componentes fincaram os pés no torrão amado, a terra salgueirense, enquanto gritavam por justiça e liberdade.

Foto: Marcelo Feitosa

O coreógrafo, Patrick Carvalho, falou sobre o conceito da comissão de frente. Além disso, ele destacou a confiança no título do Carnaval 2022. “Ancestralidade é a nossa maior rainha, que entrega essa herança para colocar na avenida. Vamos ser campeãs”, disse o coreógrafo.

Foto: Marcelo Feitosa

No entanto, a escola apresentou problemas ainda no começo do desfile. Formou-se um buraco na entrada do carro abre-alas. Isto pode fazer a agremiação perder pontos em evolução. Outro destaque foi a rainha de bateria Viviane Araújo, que desfilou grávida.

Niteroiense na avenida

Embora a escola seja sediada na Tijuca, tem um pouco de Niterói no desfile da Salgueiro. A ex-atleta Aída dos Santos é destaque de uma das alegorias. Ela, que foi uma das primeiras atletas negras a chegar nos Jogos Olímpicos, foi, por décadas, a recordista nacional de salto em distância, até ser superada, em 2008, por Maurren Maggi, que conquistou o ouro.

Foto: Marcelo Feitosa

Samba

O samba-enredo da Acadêmicos do Salgueiro foi um dos mais populares entre as escolas que desfilaram na Sapucaí. Público e componentes cantavam a plenos pulmões o refrão “Salgueiro… Salgueiro… o amor que bate no peito da gente, sabiá me ensinou: sou diferente”.

Problemas ao longo do desfile

A empolgação da torcida salgueirense, e até dos componentes pararam no verso “Salgueiro…”. O samba não contagiou na avenida. Além disso, o carro Abre Alas apresentou problemas mecânicos, e criou um buraco no Setor 1. Precisou ser empurrado do início ao fim.

Quarta alegoria teve problemas na dispersão – Foto: Vitor D’Ávila

Outra alegoria também teve problemas. O último carro empacou na dispersão, e a escola precisou correr para encerrar o desfile no último minuto.

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