Saiba como acontece a diferenciação entre os atletas da natação paralímpica

Modalidade é dividida entre pessoas que tenham limitações, físico-motores, visuais e intelectuais

Quando se fala em natação paralímpica é comum ver inúmeras classes seguidas de uma numeração. Muitos ainda não sabem o que significa essa numeração e nem por que todas as categorias dessa modalidade são divididas pela letra S.

Como o inglês é uma língua universal, o S é de swimming, natação em português. Todos os quatro estilos (livre, costas, peito e borboleta) são divididos por deficiências. Do S1 ao S10, competem atletas com limitações físico-motoras. Do S11 ao S13, nadadores com deficiência visual. E, no S14, nadam os esportistas com deficiência intelectual. Quanto maior o grau de deficiência, menor o número da classe.

Já o caso do nado peito, a sigla é SB, de swimming breast traduzido para o português. Assim como nos demais estilos, a numeração varia de acordo com a deficiência de cada atleta, sendo que o número aumenta quando o tipo de deficiência é menor.

Classificação do atleta na categoria

Mas de que forma um competidor é classificado em cada categoria? O atleta é submetido à equipe de classificação, que procederá a análise de resíduos musculares por meio de testes de força muscular; mobilidade articular e testes motores, todos realizados dentro da água. Vale a regra de que, quanto maior a deficiência, menor o número da classe.

Essa análise é feita em determinados períodos, geralmente antes dos jogos. E, dependendo dos testes, um atleta pode mudar de categoria. Uma das situações mais conhecidas aconteceu às vésperas das Paralímpiadas de Pequim, em 2018, com o nadador brasileiro Clodoaldo Silva.

Na ocasião, o nadador foi reclassificado para classe S5 após ser submetido a testes de avaliação funcional. O atleta pertencia à classe S4, onde conquistou seis medalhas de ouro e uma de prata na Paraolimpíada de Atenas, em 2004, quando foi carinhosamente chamado de “Michael Phelps brasileiro”.

O Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) chegou a protestar da decisão do Comitê Paraolímpico Internacional e entregou um documento baseado em questões técnicas, com laudos que comprovariam que o atleta brasileiro deveria continuar na classe S4. Entretanto, o IPC rejeitou o recurso que defendia o brasileiro, nascido com paralisia cerebral e que, por isso, não movimentava as pernas.

Foto: Miriam Jeske/CPB

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