Sai Axel e entra Comte para vice na chapa de Rodrigo Neves

Anderson Carvalho

Sai Axel Grael (PV), que está inelegível, e entra o deputado estadual Comte Bittencourt, presidente regional do PPS. O parlamentar foi escolhido para ser vice na chapa do prefeito de Niterói e candidato à reeleição, Rodrigo Neves (PV) no pleito de 2 de outubro. Em reunião ontem com os partidos integrantes da coligação “Pra Seguir em Frente”, os aliados escolheram Comte, pela liderança que ele tem na cidade. Com isso, os advogados da coligação desistiram de entrar com recurso no Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) contra a inelegibilidade de Grael.

O dirigente do PPS mostrou-se pronto para colaborar com Neves. “Eu e o prefeito almoçamos ontem e conversamos muito sobre a situação. Estou pronto para ajudar o prefeito e colaborar com o projeto, o governo e o vice-prefeito Axel Grael”, contou Comte, que soube pela imprensa da escolha pelo nome dele.

O advogado Luciano Alvarenga, assessor jurídico da campanha de Neves, informou que Grael deverá recorrer da condenação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e na Justiça. “A condenação foi injusta. Agora o vice-prefeito deverá recorrer da sentença no TCE e da inelegibilidade, no Tribunal de Justiça do Rio”, disse Alvarenga, acrescentando que o vice continua no cargo até o final do ano, quando termina o primeiro mandato de Neves na prefeitura.

Contudo, há uma pedra no caminho de Comte. Em junho último, ele foi condenado pelo juiz Rodrigo José Meano Brito, da 5ª Vara Cível de Niterói por improbidade administrativa, junto com o vereador Paulo Henrique (PPS), o ex-vereador Renê Barreto, o ex-secretário de Urbanismo Adyr Motta Filho e os arquitetos Luís Fernando Valverde e Sônia Aquino Mendes. Segundo a sentença, em 2002, o grupo participou de uma fraude em votação na Câmara Municipal, na época presidida por Comte, para alterar uma emenda no Plano Urbanístico Regional (PUR) das Praias da Baía e beneficiar as empresas Lorne Empreendimentos e Pinto de Almeida Engenharia, que lançaram o condomínio Chácara Fróes, na Estrada Fróes. Pela legislação eleitoral, porém, só vale condenação em um colegiado (a partir de segunda instância) para um político ficar inelegível.

Os réus já estão recorrendo. A ação foi movida pelo Ministério Público do Estado em 2006. Na ocasião, Comte soltou nota afirmando que respeita a decisão e manifesta total tranquilidade em relação à sentença e lembrou que a matéria já foi analisada pelo Tribunal de Justiça do Rio em outras ações e em ambas ele foi absolvido.

Comte está no 3º mandato de deputado. Foi vice-prefeito na gestão de Godofredo Pinto (2005-2008) e secretário de Educação no segundo governo do prefeito Jorge Roberto Silveira (1999-2000). Em 2001, como vereador, presidiu a Câmara até 2002, quando foi eleito deputado. Foi vereador por três mandatos a partir de 1992.

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