Ruínas do antigo Colégio Brasil continuam com risco de desabamento

Raquel Morais –

No próximo dia 8 faz quatro meses o incêndio que destruiu parte do casarão histórico que abrigou o tradicional Colégio Brasil, localizado no condomínio Solar do Barão, no Fonseca, Zona Norte de Niterói. Passado esse tempo, nenhuma alteração foi feita no espaço, que permanece interditado pela Defesa Civil municipal. A administração do conjunto residencial pede mais agilidade para o poder público resolver a questão: limpeza, escoramento das paredes e até mesmo o usucapião do espaço, que está com processo de tombamento em andamento na Prefeitura de Niterói.

A síndica geral do condomínio, Elizabeth Oliveira, de 52 anos, informou que foi realizada uma audiência pública no último dia 15 e afirma que o prazo dado para o poder público limpar o local e escorar as ruínas teria findado no último dia 29. “Essa semana farei contato novamente com o político [vereador Leonardo Giordano (PCdoB)] e vou ver o que podemos fazer para apressar essas ações. O laudo técnico apontou o risco de desmoronamento das ruínas. Além de ser perigoso, ainda sofremos com ações de roedores e animais”, comentou.

A responsável ainda comentou que a ideia é conseguir essas intervenções até o final desse ano. “Se nada disso acontecer eu vou entrar na justiça pedindo o usucapião para poder interferir no local”, completou. Giordano comentou que entende a demora do processo, mas acredita que o serviço poderá acontecer nos próximos dias. “Se não acontecer vou cobrar de forma mais veemente. Vou reforçar o pedido para que essa situação seja resolvida o quanto antes”, explicou o também membro da Comissão de Cultura, Comunicação e Patrimônio Histórico da Câmara.

A Defesa Civil confirmou que o casarão segue interditado. Já a Secretaria Municipal de Cultura informou que o processo de tombamento do prédio está em fase final dos trâmites administrativos. O incêndio tem várias linhas de investigação, que vão de criminal a um balão que teria caído nas ruínas. O espaço foi construído pela Família Brasil e pela escola passaram alunos ilustres, como o cantor Roberto Carlos. Ao todo o condomínio tem quatro blocos, 352 apartamentos e cerca de 1.100 moradores.

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