Roubos de rua continuam caindo no Estado

Pedro Conforte –

Em julho quase mil pessoas a menos (8%) foram roubadas em todo Estado. É o que mostram os dados divulgados ontem pelo Instituto de segurança Pública (ISP), no comparativo com o mesmo período do ano passado. Niterói e Maricá tiveram quedas mais expressivas, reduzindo em 22% e 30%, respectivamente, os casos de roubo de rua (somatório dos crimes de roubo a transeunte, em coletivo e de aparelho celular). No entanto, os números mostram que em Niterói mais pessoas perderam a vida no mês passado: foram 25 mortes contra 21 registros em julho de 2018.

Os crimes contra o patrimônio continuam em baixa em várias cidades e no Estado. Em julho, os roubos de veículos registraram queda de 9% em relação ao mesmo mês de 2018, sendo que São Gonçalo, Maricá e Niterói atingiram retrações bem mais significativas maiores: 14%, 21% e 38%, respectivamente. Ainda em relação ao roubo de veículos, no acumulado do ano a diminuição foi de 22% em todo Estado, o menor valor para o período desde 2017.

Já nos roubos de rua, a redução foi de 8% em julho no Estado do Rio. Em Niterói foram registrados 274 casos neste ano contra 352 em julho de 2018. Também na área do 12º BPM (Niterói), a cidade de Maricá registrou uma queda ainda maior neste índice, caindo de 47 vítimas para 33 (30%). Apesar de também registrar queda de 6%, São Gonçalo concentrou em julho 10% de todos os roubos de rua do Estado: foram 1.064.

Segundo dados do ISP, os números gerais do Estado do indicador letalidade violenta (homicídio doloso, roubo seguido de morte, lesão corporal seguida de morte e morte por intervenção de agente do Estado) registraram declínio de 7% em julho, quando comparado com o mesmo período do ano passado. Em Maricá a queda foi de 50%, passando de 6 mortes para apenas 3 em julho deste ano, enquanto em São Gonçalo foram informadas 34 mortes neste mês, contra 46 em julho de 2018, uma queda de 12%. Em contrapartida, em Niterói houve aumento no volume de mortes, crescendo 16% o indicador letalidade violenta e, no acumulo dos sete primeiros meses do ano, o avanço foi ainda maior, de 34% (foram 153 mortes em 2019 contra 101 em 2018).

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