Roubo de rua em São Gonçalo é 144% maior do que em Niterói

Augusto Aguiar

Entre os meses de janeiro a agosto desse ano o município de São Gonçalo, de acordo com levantamento do Instituto de Segurança Pública (ISP), totalizou um número de ocorrências 144% maior do que a vizinha Niterói nos chamados “crimes de rua”, que é a soma das incidências de roubos a transeuntes, a coletivos e de celulares. Até a tarde de ontem os dados relativos ao mês de setembro ainda não haviam sido divulgados, o que tornaria o levantamento ainda mais estarrecedor. A totalização de São Gonçalo foi de 7.518 ocorrências, registradas na 72ª DP (Mutuá), 73ª DP (Neves), 74ª DP (Alcântara) e 75ª DP (Rio do Ouro), enquanto outras 3.079 ocorrências foram registradas na 76ª DP (Centro), 77ª DP (Icaraí), 78ª DP (Fonseca), 79ª DP (Jurujuba) e 81ª DP (Itaipu), ou seja, o volume de registros mais que dobrou de uma cidade para outra. Nessa caso não foram avaliados os números relativos à cidade de Maricá, que no mapeamento do ISP (junto a Niterói) compõe a região chamada de Grande Niterói.

No mês de janeiro, a soma dos roubos a transeuntes, de coletivos e celulares em São Gonçalo foi de 971, aumentando ainda mais nos meses seguintes de fevereiro e março, passando para “quatro dígitos”, respectivamente 1.049 e 1.006 ocorrências registradas. Nos meses de abril e maio o número de ocorrências retornou para “três dígitos”, mas sem necessariamente ser considerado tolerável, respectivamente com 956 e 985 ocorrências. Nos meses seguintes (junho, julho e agosto), São Gonçalo voltou para o patamar de quatro dígitos no levantamento da soma das três modalidades crimes, somando 1.111, 1.081, e 1.259 ocorrências, este último dado representando a maior alta nos oito primeiros meses do ano.

Entre os meses de janeiro a agosto desse ano Niterói não atingiu o nível de “quatro dígitos” na soma dos chamados roubos de rua, e apenas no último mês da avaliação ultrapassou a 500 ocorrências (506 queixas). No mês de janeiro foram 345 registros, em fevereiro houve aumento para 378, em março ligeira queda para 353, retomando a tendência de crescimento que se manteve em abril (380 ocorrências), maio (387), junho (389), julho (422) e agosto (506).

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