Roubo de carros cresce em São Gonçalo

Wellington Serrano –

Com a divulgação dos dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), na tarde desta terça-feira (17), referentes a março de 2018, mostrou que os roubos de veículos apresentaram aumento de 7,1% no mês de março deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, foram 5.358 roubos no terceiro mês do ano, 356 a mais do que o mesmo mês em 2017. Foi o maior número registrado num mês em toda a série histórica.

O município de São Gonçalo, entre março de 2017 a março de 2018, teve 632 carros roubados. Entre 2016 e 2017, foram 557, isto é 75 a mais. Não muito diferente de áreas como Irajá, Colégio, Vicente de Carvalho, Vila Kosmos, Vila da Penha, Vista Alegre, Anchieta, Guadalupe, Parque Anchieta, Ricardo de Albuquerque, Acari, Barros Filho, Costa Barros, Parque Colúmbia e Pavuna, que também sofrem com os roubos de veículos em ordem crescente.

O índice registrou no homicídio doloso um aumento de 1% em relação a março de 2017 (498 em 2017 – 503 em 2018), São Gonçalo teve 26 mortes em 2017 e 31 em 2018. Por outro lado, no mesmo período do ano passado, o estado teve 19 vítimas a menos de letalidade violenta (homicídio doloso, latrocínio, homicídio decorrente de oposição à intervenção policial e lesão corporal seguida de morte), sendo que os municípios de São Gonçalo e Niterói não aparecem na redução. No acumulado dos três primeiros meses do ano, foram 1.846 vítimas, 30 vítimas a menos do que no mesmo período em 2017, uma redução de 2,9%.

A Área Integrada de Segurança Pública (AISP) 20 (Nova Iguaçu, Mesquita e Nilópolis) foi a que apresentou a maior redução de vítimas em março, com 12 a menos. Em seguida vieram as AISP 39 (Belford Roxo) e 27 (Paciência, Santa Cruz, Guaratiba, Pedra de Guaratiba e Sepetiba), com, respectivamente, dez e nove mortes a menos.

Já as AISPs 35 (Tanguá, Itaboraí, Rio Bonito, Silva Jardim e Cachoeiras de Macacu), 21 (São João de Meriti) e 23 (Rocinha, Ipanema, Leblon, Gávea, Jardim Botânico, Lagoa, São Conrado e Vidigal) apresentaram aumento no número de vítimas em março deste ano. Na área da 35ª AISP, foram 14 mortes a mais e, na 21ª, 12. A AISP 23 apresentou um aumento de 12 vítimas em março deste ano, sendo 15 no total. Cabe ressaltar que, das 15 mortes, 13 foram na área da 11ª DP (Rocinha) e duas na área da 15ª DP (Gávea, Jardim Botânico, Lagoa, São Conrado e Vidigal).

Os homicídios decorrentes de oposição à intervenção policial apresentaram queda de 11,4% em março no estado. Este ano foram registradas 109 mortes, ou 14 a menos do que o mesmo período do ano anterior. Segundo o ISP, os maiores aumentos foram registrados nas AISPs 21 (São João de Meriti), 23 (Rocinha, Ipanema, Leblon, Gávea, Jardim Botânico, Lagoa, São Conrado e Vidigal) e 20 (Nova Iguaçu, Mesquita e Nilópolis) com, respectivamente, seis, seis e quatro vítimas a mais.

Os indicadores de produtividade policial em março de 2018 mostram quem as armas apreendidas teve uma redução de 11,6% em relação a março de 2017 (769 em 2017 – 680 em 2018). Apreensão de drogas teve um aumento de 2,2% em relação a março de 2017 (1.706 em 2017 – 1.744 em 2018). Já a recuperação de veículos com aumento de 17,7% em relação a março de 2017 (2.932 em 2017 – 3.450 em 2018) e o cumprimento de mandado de prisão teve um aumento de 5,7% em relação a março de 2017 (1.429 em 2017 – 1.347 em 2018).

Os índices também apresentaram alta nos casos de morte por intervenção policial. Em 2015, 645 pessoas morreram em confrontos com policiais. No ano passado, o número chegou a 920 casos. Isso significa que por dia, em média, duas pessoas são mortas no Estado do Rio quando confrontadas pela polícia.

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