Rota dos distribuidores de drogas passava por Niterói

Augusto Aguiar

Colômbia, Manaus, Amazonas, São Paulo, Teresópolis, Guapimirim e Niterói. Essa era a rota dos distribuidores do tráfico para que carregamentos de drogas chegassem para “clientes” em pelo menos seis cidades e várias comunidades. A rota foi descoberta em meio a uma operação desencadeada ontem, por agentes da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter), que resultou na prisão de 17 pessoas, sendo cinco de uma mesma família. Dois dos acusados foram presos em Niterói. Segundo a polícia, a quadrilha movimentou cerca de R$ 2 milhões nos últimos seis meses.

A operação foi deflagrada em vários pontos do estado onde eram revendidas drogas inicialmente vindas da Colômbia. Os primeiros a serem presos foram identificados pelos agentes como Maicon de Simone Souza, de 34 anos, e Dan Henriques Costa dos Santos, de 29 anos, surpreendidos em Niterói. Em seguida, no município de Guapimirim, na Região Serrana, foi presa Gilza Regina Braga de Jesus, de 57 anos, onde em sua casa foi encontrado um galão com tabletes de maconha e cocaína. Segundo os policiais, as drogas eram trazidas da fronteira (Manaus) e distribuídas em cidades do Rio (entre elas Niterói) e São Paulo, independente de qual facção criminosa tenha feito a “encomenda”.

Ainda de acordo com os agentes, a cocaína era transportada em fundos falsos de veículos, por isso na ação policial quatro carros foram apreendidos. “A droga entrava pelo Amazonas, Manaus, e depois vinha para o Rio. No Rio era distribuída em vários locais. Guapimirim passou a ser um entreposto para várias regiões do estado, de entorpecentes que vinham possivelmente da Colômbia. Portanto, a quadrilha se especializou em pegar a droga, trazer para o Rio e distribuir independentemente de qual facção fosse”, explicou o titular da Polinter, delegado Márcio Mendonça.

Em Teresópolis, também na Região Serrana, outras três pessoas foram presas, mais duas em Manaus e uma no mato Grosso. Todos os acusados vão responder por associação criminosa e as penas podem chegar a mais de 20 anos de detenção.

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