Romário e Delaroli debatem segurança com general interventor

Wellington Serrano –

A segurança parece ser mesmo a ‘menina dos olhos’ dos futuros candidatos ao governo do Rio, tanto que o deputado federal Marcelo Delaroli (PR), candidato a vice-governador do Rio na chapa encabeçada por Romário (Podemos), saiu na frente e participou de uma reunião no gabinete do general Braga Netto, comandante da intervenção militar na segurança pública, nesta sexta-feira para tratar sobre a violência. Ao final do encontro, os candidatos da coligação “A força que vem do povo” (Podemos, PR, Rede e PPL) concederam entrevista a jornalistas no saguão principal do Palácio Duque de Caxias.

“Nossa reunião foi muito positiva, evidente que falta muito para restabelecer a paz, mas diante do que ouvimos e foi apresentado pelo general, temos certeza que é possível sim reduzir a violência. Não tem receita milagrosa, o caminho é fazer o Estado voltar a ter gestão eficiente no Executivo, investir em inteligência, planejamento e valorização dos bons policiais”, destacou Marcelo Delaroli.

Ainda segundo o candidato a vice-governador, o general Braga Netto afirmou que o compromisso é chamar agora em outubro todos os concursados homologados da PM – em julho iniciaram treinamento no Cefap 400 de 1.381 candidatos – e que chamará também os aprovados da Seap.

Romário e Delaroli ouviram do general um panorama das ações da intervenção na cidade e o trabalho de treinamento de policiais que trabalham nas Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs).

“Saio daqui bastante entusiasmado com que a gente ouviu, eu e o Delaroli. Os resultados têm sido muito positivos, os índices de criminalidade caíram em vários segmentos. A continuação desse trabalho é de grande relevância e vamos continuar, principalmente na inteligência e treinamento que o exército vem fazendo”, disse Romário.

Assim como o general Braga Netto, Romário e Delaroli acreditam não haver necessidade de prolongar a intervenção. Porém, defendem a manutenção do legado, integrando as Forças Armadas à Polícia Militar e Civil, principalmente na questão dos treinamentos.
“O que falta no Rio de Janeiro é liderança. Os poderes paralelos têm que entender que quem manda no Rio de Janeiro é a polícia. O exército nessa intervenção tem sido bem claro nesse sentido”, concluiu Romário.

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