Rogério Reis expõe fotos consagradas no Centro Cultural da Justiça Federal

Luiz Antonio Mello

O carioca Rogério Reis é um dos maiores nomes da fotografia brasileira, com grande reconhecimento mundial.

Em seu portifólio, anos como consagrado jornalista fotográfico com produções icônicas como a série “Surfistas de Trem”, sobre jovens da periferia que subiam no teto dos trens de subúrbio e “surfavam”, com os cabos de alta tensão pouco acima da cabe e os trilhos poucos metros abaixo.

Grandes obras de Rogério estão em exposição no Centro Cultural da Justiça Federal, no Centro do Rio. A exposição tem curadoria de Evandro Salles e fica em cartaz até 14 de agosto, de terça a domingo das 11h às 19hs. O CCJF fica na avenida Rio Branco, 241.

Apesar de fortemente influenciado por sua larga experiência em fotodocumentação jornalística,  Rogério Reis escapa do óbvio ao produzir diálogos sobre as questões urbanas da cidade do Rio de Janeiro. Seu olhar nos traz fotos de caráter conceitual, que nos aproximam do objeto retratado. Fotos do cotidiano extraordinário que nos encantam, assombram, divertem, mas também desnudam a realidade de um cotidiano, de resto, despercebido.

A mostra dá continuidade ao novo programa expositivo do CCJF, o estruturaPoema. Com essa proposta, o CCJF abre espaço para produções inovadoras no campo da arte visual contemporânea, disponibilizando um novo local para exposições, exclusivamente dedicado a trabalhos de arte sonora e poema visual, com a curadoria de Evandro Salles, curador do CCJF.

O que vemos?

A exposição sintetiza uma visão panorâmica do trabalho de Rogério Reis com fotos, ensaios, vídeos e objetos. Nessa atual montagem o público terá a oportunidade de ver trabalhos novos do período pandêmico – alguns inéditos – e outros, ressignificados especialmente para essa mostra.

Futebol de Deficientes – Aterro do Flamengo – Rio de Janeiro – RJ – Brasil – Jun/2007

Formado em Comunicação Social na Universidade Gama Filho, trabalhou como fotógrafo no Jornal do Brasil, O Globo e Veja. Foi editor de fotografia do Jornal do Brasil de 1991 a 1996 e  desde 2000 edita o Tyba, site especializado em fotografias da cena brasileira.

Em 2002 sua fotografia do poeta Carlos Drummond de Andrade na praia de Copacabana (1982) foi reproduzida em bronze como estátua (Leo Santana) e instalada no mesmo local onde a foto foi feita.

Neste mesmo ano (2002) inspirou e emprestou seu nome ao personagem do fotógrafo no filme Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, baseado no livro do escritor Paulo Lins.

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