Rodrigo se reúne com presidente do Instituto Butantan para acertar detalhes da testagem da vacina

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, esteve na quarta-feira (05) em São Paulo para definir detalhes do projeto de cooperação sobre a testagem da vacina contra o coronavírus. Ele se reuniu com o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, e as equipes do instituto e da Prefeitura de Niterói, além do reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Antônio Cláudio.

O prefeito espera que a Fase 3 da testagem, que será realizada com os profissionais de saúde do município, seja um sucesso e contribua para a produção da futura vacina.

“Avançamos nas negociações sobre a testagem da vacina. Niterói está muito empenhada contra o coronavírus em nossa cidade. Estamos com muita esperança de que vai dar certo”, afirmou Rodrigo.

Mais cinco centros de pesquisa do país vão dar início ainda esta semana a testes com a vacina chinesa CoronaVac, da farmacêutica Sinovac, desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan.

Na quarta-feira (05) as vacinas começaram a ser aplicadas em profissionais da saúde na Universidade de Brasília (UnB). Nessa quinta-feira (06), no Hospital das Clínicas na Unicamp, em Campinas (SP). Já na sexta-feira (07), os testes serão no Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba; e na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (SP). No sábado(08) será a vez do Hospital São Lucas, da PUC do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.

Até o momento, já há cinco centros de pesquisa em operação para os testes. O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP) foi o primeiro a aplicar a CoronaVac, no dia 21 de julho. Na quinta-feira (30) e na sexta-feira (31), os testes começaram no Instituto de Infectologia Emílio Ribas; na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP); na Universidade Municipal de São Caetano do Sul; e no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Ao todo, 12 núcleos científicos foram selecionados para a realização da terceira e última fase de ensaios clínicos do imunizante. O cronograma para início da aplicação das vacinas nos dois últimos centros – o Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista, e o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro – deverão ser anunciados em breve. Na Fiocruz serão recrutados como voluntários profosssionais da saúde de Niterói.

Os testes com a CoronaVac serão realizados em nove mil voluntários. Apenas profissionais da saúde que ainda não tiveram a doença e que atuam com pacientes com a covid-19 poderão participar dos testes. Para atender aos critérios, esses profissionais da saúde não poderão ter outras doenças e nem estarem em fase de testes para outras vacinas. As voluntárias mulheres também não poderão estar grávidas. A vacina é aplicada em duas doses, com intervalo de 14 dias. Caso seja comprovado o sucesso da vacina, ela começará a ser produzida pelo Instituto Butantan.

Vacina

A CoronaVac é uma das vacinas contra o novo coronavírus (covid-19) em fase mais adiantada de testes. Ela já está na terceira etapa, chamada clínica, de testagem em humanos. O laboratório chinês já realizou testes do produto em cerca de mil voluntários na China, nas fases 1 e 2. Antes, o modelo experimental aplicado em macacos apresentou resultados expressivos em termos de resposta imune contra as proteínas do vírus.

A vacina é inativada, ou seja, contém apenas fragmentos do vírus inativos. Com a aplicação da dose, o sistema imunológico passaria a produzir anticorpos contra o agente causador da covid-19. No teste, metade das pessoas receberão a vacina e metade receberá placebo, substância inócua. Os voluntários não saberão que vacina receberão.

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