Rodrigo Neves sai em defesa do armamento da Guarda Municipal

Wellington Serrano –

O prefeito Rodrigo Neves (PV) saiu nesta quinta-feira (19) em defesa da decisão de armar a Guarda Municipal de Niterói. Segundo ele, os contrários ao armamento estariam espalhando inverdades na tentativa de levar a população a dizer não ao uso de armas letais pelos agentes na consulta pública marcada para o dia 29.

“Tenho visto argumentos frágeis que são inverdades da turma da campanha do não em relação contra o armamento da guarda. Eles faltam com a verdade quando dizem que é inconstitucional. Isso é uma inverdade, porque a Lei do Estatuto do Desarmamento não permite o armamento do cidadão, mas permite em cidades com mais de 50 mil habitantes. Então, isso na Constituição é legal sim”, enfatizou o prefeito.

Segundo ele, os investimentos na área social não serão afetados. “Eles (a turma do não) dizem que os investimentos de oitocentos mil reais do armamento vão representar a redução dos recursos na área social. Isso é mentira também. A Prefeitura de Niterói investe em cento e vinte escolas, em cento e vinte postos de saúde, vinte e sete abrigos e centro de atendimentos de assistência social, vários equipamentos culturais. O meu governo hoje investe mais de um bilhão de reais em programas sociais de educação, assistência social e cultura. Então, os oitocentos mil reais, não é nada é uma demagogia que estão criando”, criticou.

O prefeito disse não haverá aumento da violência e crimes contra a vida com o armamento da guarda e mostrou exemplos em outros estados. “Em Santa Catarina, em Florianópolis, em Curitiba e São Paulo todas essas cidades nestes estados possuem a guarda municipal armada e os índices de homicídios e letalidade são menos da metade que os índices do Rio de janeiro, que não tem a guarda armada”, explicou.

“Para se ter uma ideia, São Paulo, que tem a guarda municipal armada, tem um terço dos índices de homicídios e crimes contra a vida do Rio de Janeiro hoje. Então, tecnicamente os argumentos dos que não querem são frágeis”, destacou.

Rodrigo Neves diz que não acredita que o armamento seja a solução para os problemas da segurança, mas diante do quadro de anomia que é vivido no estado não tem dúvidas que vai ser uma contribuição determinante para a melhoria de sensação de segurança e redução dos números criminais na cidade.

“Caso seja aprovado o armamento da guarda, já em dezembro teremos 30 guardas do projeto piloto nas ruas. Ano que vem outros 200; em 2019, mais 350 e em 2020 mais 400. Ou seja, teremos até 2020 um efetivo na ação ostensiva e preventiva de segurança pública maior do que do 12º Batalhão de Polícia Militar, que dispõem de 950 policiais para atender Niterói e Maricá”, concluiu.

Segundo o prefeito, o trabalho de qualificação e armamento da guarda está sendo realizado com muito cuidado. “Fiz investimentos expressivos na guarda, dobramos efetivo com concurso público, criamos centro de treinamento, plano de progressão e qualificação. Nos últimos quatro anos estamos preparando a guarda de Niterói, que hoje é considerada uma das três melhores guardas municipais do Brasil”.

Sobre a consulta pública do dia 29, Rodrigo Neves diz colocar diante da sociedade a oportunidade de decidir sobre o futuro da cidade em relação à segurança pública.

“Precisamos ser transparentes, francos e verdadeiros com a sociedade. Seja qual for o resultado sabemos que governador do Estado nos próximos cinco anos ainda terá crise nas finanças e não teremos concursos e a tendência será a diminuição do efetivo, inclusive em Niterói. Como essa decisão do armamento da guarda transcende o meu mandato, que termina em 2020, acredito que essa metodologia da consulta é a mais democrática e adequada porque a sociedade precisa e quer ser ouvida e vamos acatar a decisão que for aprovada pela população. Por isso, não compramos as armas ainda, só vamos adquiri-las quando tivermos os resultados”, concluiu.

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