Rodovias registram o menor movimento da história

De acordo com os mais recentes índices da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), relacionados ao mês de abril, as estradas brasileiras apresentaram queda no fluxo de veículos da ordem de 43,3%, na comparação com o mesmo período do ano passado, ou seja, a menor da série histórica. O motivo não poderia ser outro: o efeito das medidas de isolamento nas cidades para conter o avanço da Covid-19. No mês de março a queda havia sido de 31,7%.

“O fluxo pedagiado de veículos leves registrou recuo de 51,5%, enquanto o fluxo de veículos pesados caiu 20,5%, no índice que mede as estradas sob concessão”, informou a ABCR.

À ABCR estão ligadas as concessionárias CCR Nova Dutra, CRT, Ecoponte, Arteris Fluminense e Rodovia do Aço, Rota 116 e Via Lagos e Via Rio, que atuam na malha viária do Rio.

“A queda dos veículos leves foi superior a dos pesados por questões sanitárias e econômicas, enquanto os pesados mantiveram-se em movimento ao suprirem a cadeia de atividades básicas”, afirmou Thiago Xavier, analista da Tendências Consultoria.

De acordo com a ABCR, em março a queda já havia sido histórica no país, superando inclusive o período da greve dos caminhoneiros em 2018, mas acabou sendo um mês impactado pelos fechamentos e diminuição de fluxos por causa da pandemia, medida já no fim desse período.

“Agora em abril a queda foi ainda maior, como era de se esperar, visto que a política de isolamento social se manteve por todo o mês”, completou a ABCR.

No Rio, segundo a associação, na comparação com abril do ano passado o índice total registrou queda no fluxo da ordem de 47,6%.

“O fluxo de veículos leves caiu 50,2% e o fluxo de pesados, 34,7%. No mês de março, o fluxo total de tráfego pedagiado caiu 32%. O resultado decorre da queda de 34% no fluxo de veículos leves e de 26,7% no de pesados”.

Estado do Rio

O porta-voz da Polícia Rodoviária Federal (PRF), José Hélio, informou que a corporação constatou a queda do fluxo de veículos e que os agentes continuam engajados no sentido de ajudar os condutores, sejam eles de veículos de passeio, como também dos motoristas profissionais que transportam tanto passageiros quanto de cargas.

“O fluxo de veículos caiu consideravelmente nas rodovias federais do Estado do Rio como um todo, mas especificamente nessa região de Niterói, São Gonçalo e adjacências, e em todo esse eixo da BR-101, que vai da Ponte Rio-Niterói à Niterói-Manilha, após Itaboraí. Toda essa região está com fluxo menor, mais especificamente de carros menores, ônibus e veículos de aplicativos. Mas a circulação de carga permanece acontecendo. A PRF tem coordenado ações de apoio a categoria dos motoristas profissionais. Fazemos campanhas de distribuição de kits de higiene, vacinação, e até cestas básicas, já que muitos não conseguem encontrar estabelecimentos abertos ao longo da rodovia, o que acaba dificultando até para conseguir alimentação”, explicou.

Segundo José Hélio esse trabalho feito junto aos motoristas profissionais contribui para a circulação de cargas para abastecer as cidades, que dependem dessas entregas, minimizando assim o impacto das medidas de restrição junto aos usuários das rodovias federais.

“Estamos realizando essas ações para apoiar e garantir a livre circulação”, concluiu.

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