Rodovias estaduais podem ganhar terminais de integração

Marcelo Almeida

As rodovias estaduais que cortam as cidades de Niterói e São Gonçalo podem ganhar dois terminais de integração de ônibus urbanos, um no Baldeador (RJ-104) e outro no Rio do Ouro (RJ-106). O objetivo é facilitar os cerca de 95 mil passageiros que saem desses municípios e precisam utilizar duas ou mais conduções para chegar ao seu destino.

Os terminais às margens das rodoviais visam facilitar o embarque, desembarque e reembarque dos passageiros, ao mesmo tempo em que diminui os congestionamentos e reduz os riscos de atropelamento de pessoas entre os pontos de ônibus. A medida veio a partir de uma indicação legislativa do deputado estadual Felipe Peixoto (PSD) que, além dos terminais de integração, cobra ainda a revitalização das rodovias RJ-104, RJ-100 e RJ-106.

Entre as ações pedidas estão a realização de obras de duplicação, construção de novas passarelas e a recuperação asfáltica e de sinalização horizontal. As demandas já foram protocoladas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

“O objetivo é fomentar a manutenção da infraestrutura rodoviária do nosso Estado, que é essencial para a mobilidade da população e para o desenvolvimento econômico. As medidas também servirão para promover a segurança viária. Uma das minhas atribuições, como deputado estadual, é fiscalizar e auxiliar o executivo indicando pontos de melhorias que atendam às necessidades da população”, afirmou Peixoto.

O tamanho dos terminais e a quantidade de coletivos que farão uso deles apenas serão definidos pelo Departamento de Estrada de Rodagens (DER-RJ), órgão subordinado à Secretaria de Estado das Cidades, depois das medias aprovadas pela Alerj e determinadas pelo governo estadual.

Ainda de acordo com o parlamentar, a manutenção da infraestrutura é essencial para o desenvolvimento econômico e gera impactos a médio e longo prazo. “Estradas bem cuidadas, com acessibilidade, pavimentação em dia, mobiliário e sinalização completos contribuem para a segurança e também estimulam o aumento no fluxo de veículos de passageiros e de transporte de pessoas e de cargas”, concluiu.

A prefeitura de Niterói, buscando diminuir a quantidade de ônibus vindos de outras cidades na Alameda São Boaventura, apresentou em 2009 um projeto de um terminal na entrada do bairro do Caramujo. Nele, os mais de 40 coletivos intermunicipais vindos de outras cidades em direção a Niterói fariam ponto final para que os passageiros pegarem a integração com ônibus municipais. A ideia foi retomada na gestão Rodrigo Neves, mas o projeto não prosperou.

VLT em estudo pela prefeitura

Termina na sexta-feira (19) uma Consulta Pública que estuda a viabilidade de alternativas de transporte e mobilidade urbana em Niterói. O objetivo da secretaria municipal de Mobilidade Urbana (SMU) sentir a avaliação da população sobre a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Em nota divulgada ontem (15), a pesquisa já tinha registrado mais de 1600 respostas em uma semana. Até sexta-feira, quem quiser participar pode acessar o endereço consultas.colab.re/vltniteroigenero.

Rogério Gama, subsecretário de Urbanismo, alerta para a necessidade dessa avaliação, que pode mudar toda a estrutura da cidade.

“O projeto não é só a inserção de um novo modal, mas uma reestruturação urbana que precisa levar em conta: infraestrutura, urbanização, novas calçadas, ciclovia, reestruturação das vias. Por isso precisa ser muito bem pensada, analisada e discutida com a população”, afirmou.

Após a fase de consulta, a prefeitura vai ouvir as mulheres que morem ou transitem em Niterói. O objetivo é que as mulheres possam contar sobre sua rotina como usuárias do transporte coletivo.

A subsecretária de Mobilidade Urbana, Ivanice Schutz, explica a importância de a consulta focar na questão do gênero.

“As mulheres têm uma visão mais abrangente do que apenas o deslocamento em si. Elas observam as dificuldades como entrar e sair de um meio de transporte, a segurança da via até o caminho que a leva para casa, as calçadas, a iluminação do trajeto, entre outras situações de alerta que precisam ser levadas em consideração. E o objetivo é um reordenamento da mobilidade urbana para as próximas décadas.”, ressaltou a subsecretária.

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