Rodovias estaduais ainda necessitam de reparos

Raquel Morais

Na semana passada o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ) divulgou que fez manutenção em 1.164 quilômetros das estradas estaduais, e as vias que cortam as cidades de Niterói, São Gonçalo e Maricá também receberam intervenções. Porém os reparos foram somente através de sinalização, horizontal e vertical. Foram instaladas novas placas e pintadas faixas no chão, mas reparos importantes em alguns trechos foram ‘esquecidos’ pelo departamento.

Enquanto na RJ-100, que liga Niterói e São Gonçalo, na RJ-106 liga São Gonçalo e Maricá, e na RJ-118 que corta Maricá foram feitos mais de 12 Km de pintura asfáltica; muitos trechos dessas mesmas vias precisam de reparos como tapa buraco e até um serviço de roçado no capim. Além disso foram instaladas 38 novas placas nas Rjs 100, 106, 118 e 104 (que liga Niterói até Itaboraí), mas também em vários desses trechos existem reparos mais graves.

Um bom exemplo é o viaduto de Maria Paula que está quebrado desde 2015. No dia 21 de julho o motorista do coletivo 484 perdeu o controle do veículo e caiu do viaduto, na RJ-104. O acidente deixou 13 pessoas feridas que foram encaminhadas para os hospitais estaduais Azevedo Lima, no Fonseca, em Niterói, e Alberto Torres, no Colubandê. Na época militares informaram que o condutor teria levado uma fechada de um veículo de passeio e por isso perdeu a direção do ônibus.

Além disso na altura do mesmo bairro, muito mato alto e barro tomaram conta da calçada. A aposentada Sebastiana Pedro dos Santos, 67 anos, mora em Maria Paula e se revolta com o descaso do poder público em relação a conservação da estrada e das calçadas.

“Enquanto uns desperdiçam outros gastam a toa. A limpeza é feita até uma parte da rua e quando chega em determinado trecho a limpeza simplesmente é interrompida. Sou obrigada a andar na rua pois a calçada está impedida”, frisou.

Além disso os buracos em diversos trechos da RJ-104 também atrapalham os motoristas. O motorista particular Flávio Amaral, 34 anos, acha que o gasto dessa verba para reparo de sinalização deveria ser repensado.

“É claro que uma via precisa de placas e de pintura no chão. Mas estamos falando de estradas que são altamente problemáticas, com muitos buracos que são muito mais perigosos. São buracos enormes, acostamentos que são péssimos de sinalização e o mato que atrapalha. Passar por um buraco grande, em uma velocidade relativamente alta, pode gerar um capotamento”, frisou.

Na RJ-100 o mato alto também é um fator de risco para motoristas que precisam driblar buracos e também se esforçam na visibilidade. A iluminação da rua é muito precária além de muitos pontos da estrada terem o guarda corpo quebrados.

O DER informou que a sinalização vertical com placas na RJ 100, em Niterói, foram três placas instaladas em um quilômetro de via. Na RJ 104, na altura de São Gonçalo, foram 10 Km e 28 novas placas. Na RJ 106/118, em Maricá, foram 2 Km com 7 placas. Os reparos tiveram a finalidade de reforçar a segurança de motoristas que trafegam pelas rodovias, o DER-RJ revitalizou, até o dia 10 de novembro, 1.164 quilômetros de sinalização vertical e horizontal ao longo de 70 estradas estaduais.

“A revitalização é um trabalho preventivo e também de manutenção, devido ao desgaste da sinalização com o tempo. Estradas bem sinalizadas salvam vidas”, contou Elizabeth Paiva, presidente do DER-RJ.

Questionado sobre as obras como tapa buraco, conserto do viaduto e até o roçado do mato o DER não se manifestou sobre esses assuntos até o fechamento dessa edição.

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