Rodoviários desistem da greve, mas farão paralisação

Os rodoviários não vão mais fazer a greve marcada para a próxima segunda-feira (26). A decisão foi acordada em reunião nesse domingo (25) entre a diretoria do Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac). A categoria decidiu reduzir o impacto que seria a greve, para uma paralisação das atividades das 5h30min até às 8h da manhã de segunda-feira no Terminal João Goulart, no Centro de Niterói, e nos terminais de Alcântara e Itaboraí.

A decisão levou em consideração a iniciativa da Prefeitura de Niterói em incluir os rodoviários no grupo prioritário para receber as vacinas contra a Covid-19, anunciada pelo prefeito de Niterói, Axel Grael em suas redes sociais. Além disso o avanço na conversa com membros da Prefeitura de Maricá também foi levada em consideração para o recuo da greve.

“Reduziremos o impacto da paralisação nas cidades diante das medidas anunciadas por Niterói e Maricá. Maricá está mais na frente, pois houve uma reunião de representantes da municipalidade com o sindicato. Por isso, a circulação de ônibus estará mantida por lá. Mas, em Niterói, estamos esperando a oficialização do que foi anunciado pelo prefeito pelas redes sociais”, explicou o presidente do Sintronac, Rubens dos Santos Oliveira.

No sábado (24) a diretoria do Sintronac se reuniu com representantes de Maricá para tratar da mesma narrativa. Rubens Oliveira, presidente do sindicato, confirmou que a prefeitura de Maricá irá criar uma comissão, integrada por membros do governo e do sindicato, para elaborar um cronograma de vacinação, que incluirá os rodoviários na lista de prioridades.

Rubens ainda frisou que vai aguardar um posicionamento oficial de Niterói e iniciar o trabalho da comissão em Maricá. “Mas ainda faltam os municípios de São Gonçalo, Itaboraí e Tanguá. Nessas cidades, as prefeituras falam que estão aguardando posicionamento do Governo Federal, só que os rodoviários já estão incluídos nos grupos prioritários pelo Plano Nacional de Vacinação e há, ainda, uma Lei sancionada no estado do Rio de Janeiro neste sentido. Portanto, entendemos que há poucas vacinas e as que vêm têm que ser bem administradas, mas vacinar os rodoviários depende, agora, exclusivamente das prefeituras”, completou o presidente.

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