RJ-100 mantém cenário de abandono e insegurança

Raquel Morais –

Se passam os meses, a crise do Estado não dá uma trégua e o abandono de espaços públicos continua perturbando os fluminenses. Em Niterói não é diferente e uma das principais vias, que liga os municípios de Niterói e São Gonçalo, continua abandonada. Ao longo da RJ-100, que tem 13,5 quilômetros de extensão, o cenário é o mesmo de meses passados: mato alto, placas escondidas, sinalização de má qualidade, buracos na pista, faixa de sinalização horizontal com falhas e o viaduto de Maria Paula com muretas quebradas.

Na altura do número 60, o ponto de ônibus se encontra depredado, com lama, mato e pouca iluminação. “Eu tenho medo de ficar parada nesse ponto. Quando eu tenho que usar o transporte público eu prefiro andar um pouco mais e ficar em outra parada”, comentou Francisca Perez, de 54 anos, moradora de Maria Paula. Na altura do número 960 a calçada simplesmente ‘desapareceu’, tomada pelo mato e entulho.

Já na pista sentido São Gonçalo, em frente ao número 944 os buracos ganham a cena. Quem por ali dirige afirma ser impossível não cair em uma das crateras. “É difícil desviar de um buraco quando chega nesse trecho. Eu tenho carro e fico muito preocupado. Mas meu medo são os motociclistas que, se não tiverem experiência, podem cair”, explicou um comerciante que preferiu não se identificar. A falta de sinalização, vertical e horizontal, também agravam a situação da estrada.

O viaduto de Maria Paula completou dois anos sem reparo, após acidente com coletivo em 21 de julho de 2015. Na época, o motorista do ônibus que faz a linha Niterói-Alcântara perdeu o controle do veículo e caiu do viaduto, deixando 13 pessoas feridas. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ), responsável pela via, foi questionado pelos problemas apresentados na reportagem, mas não se manifestou sobre o assunto até o fechamento dessa edição.

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