Risco de novo desabamento não está descartado em Jurujuba

A equipe técnica da Defesa Civil de Niterói realizou uma vistoria na quinta-feira (25) na encosta da Estrada Eurico Gaspar Dutra, no acesso à Fortaleza de Santa Cruz, em Jurujuba, e foi retirado apenas 15 % do material. Também foram identificados, através da Secretaria de Defesa Civil e Geotecnia de Niterói, outros pontos com sinais de instabilidade. A dificuldade de acesso, o tamanho das rochas e essas instabilidades contribuem para a necessidade de uma inspeção técnica em toda encosta.

O pedaço de rocha de desprendeu na tarde da última segunda-feira (22) e técnicos da Defesa Civil de Niterói junto com o Exército Brasileiro estão analisando o caso. As causas do acidente ainda não foram informadas mas o Exército confirma que a via não estava em obras. O chão e a mureta ficaram completamente destruídos. Foi usado um drone para vistoria do local e a retirada está sendo feita pela equipe de engenharia do Exército.

Segundo a Prefeitura de Niterói, a Secretaria de Obras vai auxiliar no deslocamento do material para o local de descarte, porém, o corte e retirada das lascas de rocha estão a cargo do Exército por se tratar de área militar. A Prefeitura de Niterói está dando todo o suporte necessário.

“Após realização de vistoria feita pela Secretaria Municipal de Defesa Civil e Geotecnia, na manhã da terça-feira (23), foi verificada, em conjunto com a equipe técnica do exército, a existência de outros pontos de instabilidade, portanto, foi orientado que o exército faça a retirada do material com cautela, sob a supervisão constante de técnicos habilitados, ao mesmo tempo que faça avaliação de todos os pontos que possam ocorrer novas rupturas”, comentou o secretário da Defesa Civil, Walace Medeiros.

O secretário informou ainda que é recomendada a redução do trânsito de pessoas.

“Por questão de segurança, a passagem só é permitida em caráter emergencial e com uma equipe verificando a segurança no local”, completou.

O Exército divulgou que já foram retirados todos os sedimentos possíveis, restando apenas uma pequena parcela (cerca de 10% do total), que será retirada por empresa especializada, a ser contratada. Todas as precauções de segurança para os trabalhos na área de desmoronamento foram tomadas a fim de garantir a integridade física do pessoal envolvido. O acesso à Fortaleza de Santa Cruz vem sendo realizado por meio de embarcações, em uma rota alternativa, tanto por militares que servem naquele aquartelamento, como por civis que lá trabalham, bem como por moradores daquela área.

De acordo com a Fundação Cultural Exército Brasileiro (Funceb) a Fortaleza de Santa Cruz da Barra é o segundo ponto turístico mais visitado de Niterói. Com arquitetura impressionante, atrai turistas e pesquisadores em busca de lazer e história. Foi durante os períodos de colônia e império brasileiro a principal estrutura defensiva da Baía de Guanabara e do Porto do Rio de Janeiro. Guarnecida até os dias de hoje, a Fortaleza atrai uma média de dois mil visitantes por mês, em visitas guiadas, de hora em hora, com a duração de cerca de 45 minutos. Atualmente, é a sede da Artilharia Divisionária da 1ª Divisão de Exército.

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