Risco acima e embaixo do viaduto de Alcântara

Milhares de pessoas circulam sob viaduto de Alcântara todos os dias, entre pedestres, motoristas e vendedores ambulantes. Além do forte calor, eles enfrentam também o medo. Sem manutenção, parte da grade de concreto está corroída e a sensação é de que a qualquer momento um grave acidente pode acontecer. O ponto mais crítico é no trecho em frente ao centro comercial conhecido como prédio do relógio.

Quem trabalha diariamente no local diz que o risco é grande e que pedaços de reboco já caíram na via, por pouco não causando uma tragédia. O vendedor ambulante Jacy Ramos, de 54 anos, diz que faz tempo que não vê a manutenção sendo feita no local.

“Nem me lembro da última vez que fizeram alguma coisa aqui. E mesmo assim, quando fazem, parece que não resolve por muito tempo”, reclama.
Quem precisa pegar ônibus no terminal, que fica embaixo do viaduto, também se sente inseguro. É o caso da dona de casa Rosinete Almeida, de 52 anos. Segundo ela, apesar de ainda não ter presenciado nenhum episódio, já ouviu relados de pedaços de concreto caindo.
“Eu tenho muito medo, mas o que posso fazer? Preciso pegar a condução e só me resta rezar”, afirmou.

O mato também parece que não é cortado há bastante tempo e o local acaba virando depósito de lixo. Na manhã de ontem, até um tanque de combustível de um automóvel podia ser visto no local. Pelo estado do objeto, está ali há bastante tempo. No entorno também há problemas, como a sinalização deficiente.

Procurada, a Prefeitura de São Gonçalo informou que o trecho é de responsabilidade do Departamento de Estradas e Rodagens (DER) e que o município tem cobrado manutenção da RJ-104 e demais rodovias estaduais que cortam a cidade. O DER disse que o serviço de conservação do asfalto e a roçada estão sendo feitos normalmente e que vai enviar uma equipe ao local para verificar outros problemas.

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