Rio teve 31 crianças mortas por balas perdida em apenas 10 anos

A ONG Rio de Paz – durante manifestação na Praia de Copacabana, na tarde de segunda-feira (23), pela morte da menina Sofia Lara, de 2 anos, atingida por uma bala perdida quando brincava no parquinho de uma lanchonete no bairro de Irajá (Zona Norte) – revelou que segundo um levantamento trágico realizado no estado, 31 crianças morreram em consequência de balas perdidas nos últimos dez anos.

Durante o ato de repúdio, os retratos das crianças mortas por balas perdidas desde 2007 foram colocados na areia ao lado de bichinhos de pelúcia, bonecas e outros brinquedos. O sepultamento de Sofia foi marcado pela revolta e grande comoção, no Cemitério de Irajá.

O autor do disparo que atingiu a menina na nuca ainda está sendo investigado pela polícia, já que no local teria ocorrido uma perseguição e supostamente troca de tiros no momento em que a menina brincava no parquinho. O comando do batalhão da área, 41º BPM (Irajá) afirma que não ocorreu confronto algum. O pai da criança, identificado como Felipe Amaral, que é policial militar, foi quem socorreu Sofia. Investigadores da Polícia Civil querem saber de onde partiu o tiro que atingiu a menina. Na madrugada de domingo peritos da Polícia Civil estiveram na lanchonete em Irajá onde a menina estava com a família. Os policiais viram, o que parece ser, a marca de onde a bala passou. As armas dos policiais, que estavam envolvidos na perseguição momentos antes de Sofia ser atingida, foram recolhidas para serem analisadas.

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