Estado recebe mais 444 mil doses da vacina CoronaVac

No dia que o país atingiu 2.798 óbitos em decorrência da Covid-19 em 24 horas, o Estado do Rio recebeu 444 mil doses da vacina CoronaVac produzidas pelo Instituto Butantan. A chegada aconteceu na noite de terça-feira (16) no aeroporto Galeão, de onde seguiram para a Coordenação Geral de Armazenagem (CGA) do Estado, no Barreto, em Niterói. A distribuição para a capital, Niterói, São Gonçalo e Maricá acontece já na manhã de quarta-feira (17). A remessa é parte do lote de 3,3 milhões de doses do imunizantes entregues pelo instituto ao Ministério da Saúde.

As cidades do Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo e Maricá serão as primeiras a receber. Os outros 88 municípios recebem na quinta-feira (18). O secretário estadual de saúde, Calos Alberto Chaves, explica que metade das doses ficará com o estado.

“Amanhã de manhã [quarta-feira – 17], até meio-dia, vai para esses quatro municípios. Vamos distribuir metade, porque a segunda dose vai ficar guardada, como sempre fizemos”, afirmou.

Ainda existem outras 174 mil doses armazenadas para a aplicação da segunda dose vão ser enviadas na mesma remessa para as prefeituras.

Com a chegada das doses, o calendário de vacinação poderá ser retomado nas cidades que suspenderam a aplicação da primeira dose.

Suspensão da AstraZeneca

Nísia Trindade, a presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), disse que alguns países europeus devem analisar com cautela a decisão de suspender temporariamente o uso da vacina da Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca. A vacina é fabricada no Brasil pela Fiocruz. Segundo Nísia, não há evidência de que o imunizante tenha elevado o risco de efeitos colaterais, conforme casos relatados no continente europeu.

“É importantíssimo dizer que faz parte da cautela essa avaliação de todas as vacinas. Nós, na Fiocruz, temos ampla experiência com esse tipo de farmacovigilância e frisamos que tanto a agência europeia EMA quanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomendaram a interrupção da vacinação”, ressaltou. “São cautelas dos países que, naturalmente, têm que ser não só respeitadas, mas observadas”, acrescentou.

A suspensão da vacina em países do continente europeu teve início após o relato de trombose venosa profunda e embolia pulmonar, na Dinamarca e na Áustria. Após esses casos, países como Alemanha, França, Itália, Espanha e Portugal suspenderam a aplicação do imunizante.

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