Rio Imagem II: Raio-X do abandono

Quem passa pela Avenida Marquês do Paraná e está acostumado com a imagem do Hospital Santa Mônica se depara com o terreno cada vez mais abandonado, sem os tapumes – pois foram furtados – com mato alto e entulho de obra.

Naquela área, já deveria estar funcionando o Centro de Diagnóstico Rio Imagem II. A novela começou em 2012, quando puseram o Hospital Santa Mônica abaixo, e a obra parou. Um novo capítulo teve início só em 2018, quando a Secretaria de Estado de Saúde (SES) disse que a obra não era prioridade. Ou seja, uma unidade estratégica na área de saúde foi só um voo de galinha. No final do mês passado, A TRIBUNA perguntou às autoridades estaduais sobre a área abandonada, e a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou, por nota, que o projeto se encontra “em análise pelos técnicos da pasta e que a colocação de novos tapumes está sendo providenciada.”

“Estamos há anos pensando em o que será feito nesse local. As obras começaram e pararam muito rapidamente. Acompanho essa questão e o Governo do Estado nunca avançou nas obras e nem no comprometimento de pelo menos informar para a população os planos”, comentou, meio incrédula, a aposentada Ana Costa, 65 anos.

As contradições da Secretaria de Estado de Saúde são compulsivas. Afinal, em 2018 e em 2019, a repartição tinha informado que a sua prioridade é a manutenção do funcionamento da rede estadual de saúde. Ou seja, nada de construir novas unidades. Agora, a Secretaria volta atrás e diz que técnicos estão avaliando a construção do tal Centro de Diagnóstico Rio Imagem II.

Agora, em 2022, o terreno baldio faz 10 anos de descaso e embromação, sem que ninguém se mexa. O terreno está cada vez mais deteriorado, os tapumes de alumínio que escondiam a área sumiram, do canteiro de obras só se vê entulho, parte da área está queimada, o mato alto toma conta, e as ruínas do que seria o alicerce junto com as ferragens estão expostas.

O Rio Imagem teria cinco pavimentos, ocuparia uma área total de cerca de cinco mil metros quadrados e contaria com três salas de raio-X, duas de ressonância, duas de tomografia, cinco salas de ultrassonografia, quatro de eletrocardiograma e duas de mamografia. As instalações contariam com equipamentos de última geração, que iam oferecer à população exames gratuitos.

Por enquanto, só lixo.

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