Rio deve aumentar produção de petróleo até 2024

A Petrobras anunciou a perspectiva de se realizar novos investimentos no Estado do Rio de Janeiro até 2024. Da mesma forma, serão prestadas contas detalhadas sobre as decisões judiciais que determinarem para aumentar a transparência da fiscalização dos órgãos estaduais. As afirmações foi feita durante o depoimento de representantes da estatal da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Royalties da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), realizado ontem (24).

O diretor de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade da Petrobras, Roberto Ardenghy, abriu a reunião informando que o setor de óleo e gás vai crescer expressivamente até 2024 no estado. Segundo Ardenghy, o Rio será responsável por 84% da produção de petróleo da Petrobras. “Atualmente, 80% da nossa produção já é feita aqui. Produzimos, por dia, aproximadamente 2 milhões de barris de Petróleo no Rio. Isso demonstra o quanto o estado é valorizado pela Petrobras”, pontuou.

O gerente-geral de Representação e Negociação Externa da Petrobras, Cristiano Gadelha, disse que a empresa cumpre medidas e práticas definidas em regulamentação e que a Petrobras não vê empecilhos em aplicar essa comunicação, desde que seja alterada na regulação. “As projeções que apresentamos hoje são dados sigilosos, mas foram divididos com a comissão para a melhoria do diálogo com essa Casa. Adianto que cumprimos uma série de práticas em conformidade com a regulação, mas reconheço que pode haver atualização dessa regulamentação com a ANP”, afirmou.

Gadelha também pontuou que neste mês a empresa criou um protótipo para facilitar a fiscalização da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), cumprindo com a decisão judicial que determinava tratativas para entrega sistematizada e escalonada das informações dos últimos 10 anos da empresa. “Fomos intimados em 2019 para apresentar os documentos à Sefaz. No entanto, o processo passou por alguns entraves, até que em julho do ano passado foi emitida uma decisão judicial e a empresa se movimentou para cumprir a decisão”, concluiu Gadelha.

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