Rio Decor afirma não ser responsável por galpão que pegou fogo

O incêndio que atingiu o antigo galpão do shopping Rio Decor, no Centro de Niterói, assustou quem passava pela região, na manhã de quinta-feira (28). O estabelecimento está há vários anos abandonado e, desde então, existia a dúvida sobre quem é o responsável pelo local. De acordo com a empresa, o imóvel foi entregue ao proprietário logo no começo da pandemia da Covid-19, na ocasião da centralização das operações no atual endereço do centro comercial na cidade.

“A Rio Decor não é proprietária do imóvel, que foi entregue logo no início da pandemia. Algumas das lojas que abrigamos fecharam por asfixia financeira ou mudança estratégica e todas as lojas que manifestaram interesse em ficar conosco, mudaram-se para o nosso novo endereço”, disse a empresa, em comunicado. A Rio Decor ainda afirma não possuir mais quaisquer informações sobre o local, devido à perda de contato com o dono.

“Infelizmente depois da entrega do imóvel, não temos qualquer relacionamento com o proprietário do imóvel, sequer temos o telefone de contato atual, seja pessoa física ou jurídica, na figura de imobiliária, corretora ou algo que o valha”, complementa a nota enviada pela empresa. A Defesa Civil Municipal de Niterói vistoriou o local e não encontrou danos significativos à estrutura.

“A Secretaria Municipal de Defesa Civil e Geotecnia de Niterói informa que vistoriou o antigo galpão da Rio Decor, na Avenida Feliciano Sodré, atingido pelo incêndio. Quando a equipe chegou no local, o fogo já havia sido controlado, sem causar vítimas. Em vistoria, não foram observados indícios de risco de colapso. O trecho atingido pelo incêndio foi interditado e isolado”, disse o órgão municipal.

Em relação aos moradores de rua e usuários de droga que vivem e frequentam o galpão, a Secretaria Municipal de Assistência Social e Economia alega ter dificuldades em agir, pois não pode fazer abordagens em imóveis privados. Contudo, o órgão frisa que tem intensificado as abordagens em todos os bairros da cidade, de forma ininterrupta, mas pontua que oferta dos serviços de acolhimento institucional não garante que a população em situação de rua aceite ser acolhida.

“A Secretaria Municipal de Assistência Social e Economia Social não faz abordagem social dentro de terrenos privados. As equipes têm intensificado as abordagens em todos os bairros da cidade, de forma ininterrupta, priorizando os bairros com maior demanda. A oferta dos serviços de acolhimento institucional não garante que a população em situação de rua aceite ser acolhida. A secretaria não atua de forma compulsória, de acordo com o que determina a legislação brasileira, mas na perspectiva de garantia de direitos, de forma que a adesão aos serviços ofertados deve se dar de forma voluntária”, disse o órgão municipal.

Foto: Marcelo Feitosa

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