Rio Bonito perto de um colapso financeiro

Wellington Serrano –

Cansado de ser cobrado nas ruas de Rio Bonito pelo momento de indefinições que o município vive em termos do orçamento para esse ano, o secretário de Planejamento, Ronaldo Elias de Moraes, de 65 anos, convocou uma coletiva com a imprensa, na tarde desta quarta-feira (31), para esclarecer à população sobre as emendas que considera inconstitucionais, enviadas junto com a aprovação da Lei de Orçamento Anual (LOA) do Município para o ano de 2018, o que pode deixar a cidade sem recursos já no mês de fevereiro.

O secretário disse estar preocupado porque o Legislativo entrou em recesso sem votar os vetos do Executivo. “O orçamento foi todo modificado e alterou o funcionamento de coisas básicas como a iluminação, limpeza, a manutenção das estradas rurais que sofrem com as chuvas, o funcionamento do site da Fazenda e a volta das aulas que depende de contratados e não teremos como garantir o pagamento para as empresas”, lamentou ao afirmar que o município gasta cerca de R$ 5,5 milhões com a folha dos servidores a ser paga no próximo dia 7 de fevereiro.

Ronaldo disse que para não deixar a cidade parar o prefeito José Luís Antunes, o Mandiocão, publicou a aprovação da LOA fora as emendas e mandou um pedido de urgência de suplementação, mas até o momento não teve retorno. “Para o município avançar publicamos o orçamento da maneira que eles (os vereadores) fizeram, porque se não estaríamos num caos maior ainda”, afirmou.

Segundo ele, o município passou sufoco para se recuperar das últimas chuvas ocorridas na Zona Rural. “O que está no orçamento só deu para pagar as últimas tragédias que aconteceram com as quedas das pontes do Bambu e da Ponte Nova”, ressaltou.

O secretário estranha o fato da câmara ter tirado dinheiro da saúde, educação e obras e colocou um remanejamento de apenas 0,5%, aproximadamente R$ 11 milhões, ferindo assim as despesas continuadas. “Isso prejudicou também a publicação de atos legais que era de 200 mil e ficou com apenas um orçamento de R$ 1 mil para as nomeações, concursos, balancetes”, realçou.

Segundo o secretário, o ajuste feito anteriormente pelos vereadores ocasionaria em um desequilíbrio de mais de R$ 16 milhões de um orçamento de quase R$ 239 milhões. O levantamento mostra um prejuízo de aproximadamente R$ 2,1 milhão na Secretaria de Obras e R$ 3,4 milhões na educação. Outro ponto do ajuste mostra que dotações para despesas continuadas, que são aquelas pertinentes à limpeza e iluminação, foram zeradas”, concluiu. Procurada, a Câmara de Rio Bonito, não respondeu à reportagem de A TRIBUNA.

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