Rio Bonito comemora 176 anos neste sábado

A cidade de Rio Bonito está em clima de festas, por causa do aniversário de 176 anos do município que é comemorado neste sábado (7). 176 anos de história, conquistas e

aprendizado. Além dos shows que vêm acontecendo no Espaço de Eventos da Mangueirinha, a cidade terá neste ano o tradicional Desfile Cívico de 7 de maio, em

celebração à emancipação político-administrativa de Rio Bonito.

Cerca de 10 mil alunos das escolas municipais, estaduais e privadas se apresentaram nesse dia. A solenidade de abertura com o Hasteamento das Bandeiras e execução do Hino Nacional e Hino Municipal de Rio Bonito terá início às 07h30 e contará com a presença do prefeito Leandro Pereira Neto e demais autoridades locais. Já o Desfile Cívico começa às 08h.

Em recente entrevista A TRIBUNA, o prefeito de Rio Bonito, Leandro Peixe informou que o foco dele neste ano é investir no ecoturismo e nos esportes ligados a esse setor, já que o município fica entre a Região dos Lagos e Niterói, São Gonçalo e Rio Janeiro, sendo uma das cidades que podem oferecer atividades nesse estilo a população. Além disso, um dos objetivos da cidade também é ser reconhecido como o maior polo no esporte radical.

Rio Bonito é privilegiada pela natureza, a cidade tem montanhas, a consagrada Serra do Sambê, rios, cachoeiras e muitas fazendas, inclusive a criação de cavalos. Vale lembrar, que todas as atividades oferecidas na cidade, podem ser desfrutadas por todos, não apenas pelos munícipes.

Origem do nome ‘Rio Bonito’

Apesar da pouca idade, a cidade carrega consigo uma mar de histórias que serão contadas no desfile cívico. Mas, qual é a origem do nome “Rio Bonito”? Há quem diga que o nome de “batismo” da cidade se deu por causa do belo riacho que atravessa a região, chamando a atenção dos Sete Capitães – um grupo de militares que são considerados os primeiros colonizadores e exploradores da região de Campos dos Goytacazes- e assim batizaram a cidade que só foi ter povoamento a partir da segunda metade do século XVllI.

História da Cidade

As terras que hoje fazem parte do município e abrigam mais de 60 mil habitantes eram, na época de seu devassamento, habitadas pelos índios Tamoios e constituíam parte integrante da capitania de São Vicente.

Consta ainda que os primeiros proprietários das terras de Rio Bonito tenham sido Paulo da Mota Duque Estrada, a quem foi concedida, em 14 de maio de 1751, uma sesmaria, formada de “sobejos nas serras do Sambê e Catimbau”, e Pedro de Souza Pereira, a quem couberam os “campos detrás da serra Tapacurá, entre os rios de Caceribu e Tanguá”, em 22 de outubro de 1682.

Em 1755, o sargento-mor Gregório Pereira Pinto, ou Gregório Pinto da Fonseca, mandou construir em sua fazenda, posteriormente chamada “Bernarda”, uma capela em homenagem à “Madre de Deus”, figurando como um dos primeiros colonos da região.

O entorno do templo religioso não tardou a ser habitado por pessoas. Em 1768, o pequeno povoado era elevado à categoria de freguesia, sob a denominação de Nossa Senhora da Conceição do Rio d’Ouro.

Mais tarde, a sede da freguesia foi transferida de local, passando a ser conhecida por

Nossa Senhora da Conceição do Rio Bonito. Arruinado o templo, outro foi construído a

cerca de uma légua do primeiro, mantido sob a proteção da mesma padroeira, passando a freguesia a ser conhecida como “Nossa Senhora da Conceição do Rio Bonito”.

Após certo período de participação no ciclo de cana-de-açúcar, a economia local foi

envolvida pela expansão do café, que passou a ocupar as melhores terras da região,

tornando-se em pouco tempo uma de suas maiores fontes de riqueza.

Emancipação do município

O progresso apresentado pela freguesia induziu governo, em 1846, a criar o município de Nossa Senhora da Conceição do Rio Bonito, cuja emancipação deu-se com o advento da Lei Provincial 381, de 7 de maio daquele ano e a instalação em 1° de outubro, cujas terras foram desmembrada dos municípios de Saquarema e Capivari (atual Silva Jardim), sendo elevada à categoria de vila.

A autonomia administrativa e a escolha de Rio Bonito como terminal de um ramal da

Companhia de Ferro-Carril Niteroiense fizeram desta localidade o verdadeiro entreposto da produção e do comércio da região.

O desenvolvimento da vila motivou sua elevação à categoria de cidade em 1890. Devido à topografia acidentada, foram ocupadas, inicialmente, as áreas planas existentes entre a BR-101 e a Serra do Sambê. As áreas urbanizadas e com maior adensamento estendem-se, principalmente, ao longo e nas adjacências do Rio Bonito e na Estrada de Ferro Leopoldina, com ocupação de encostas na região noroeste da cidade.

Pelo Decreto Provincial n.º 955, de 17 de setembro de 1857, e pelos Decretos Estaduais n.º 1, de 08-05-1892, e n.º 1-A, de 03-06-1892, foi criado o distrito de Boa Esperança e anexado à vila de Nossa Senhora da Conceição do Rio do Ouro.

Em 31 de dezembro de 1971 aconteceu outra divisão territorial, onde o município foi

constituído de três distritos: Rio Bonito, Basílio e Boa Esperança. Assim permanecendo até os dias atuais.

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