Revitalização da Maternidade Alzira Reis vai custar R$ 15 milhões

Raquel Morais –

Após A TRIBUNA anunciar que a Prefeitura de Niterói conseguiu a retomada do prédio, que era da Associação dos Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro (Asperj) e onde hoje funciona a Maternidade Alzira Reis, em Charitas, a administração municipal divulgou detalhes das mudanças que serão feitas no local. O investimento será de R$ 15 milhões para a substituição da infraestrutura predial, além de reformas elétricas, hidráulicas, de climatização e construção de novos espaços para atendimento.

A maternidade realiza cerca de 130 partos do tipo normal humanizado por mês e o atendimento não será interrompido durante as obras. “Essa unidade para partos contará com duas salas, leitos de recuperação pós-anestésica e toda estrutura de apoio a estes procedimentos. Além disso, na ala de internação, quatro unidades serão planejadas para a realização das atividades de pré-parto, parto e pós-parto no mesmo ambiente e um quarto especial para pacientes que apresentem quadro de intercorrências que indiquem atenção especial”, explicou a secretária municipal de Saúde, Maria Célia Vasconcellos.

De acordo com a prefeitura, será implantada uma Unidade de Cuidados Intermediários para Recém-nascidos, com seis berços em ambiente equipado e planejado. Além de atenção aos ambientes de acolhimento, com salas específicas para os exames de ultrassonografia, ecocardiograma e análises clínicas; leitos de observação para avaliação da indicação de internação; ambientes planejados para estar de acompanhantes e para as atividades de apoio ao aleitamento. Também será feito redimensionamento de instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias, inclusão de sistemas de ar condicionado, atendimento por grupo-gerador para fornecimento de energia, sistema de controle por câmeras de segurança e implantação de rede de lógica integrando todos os serviços através de sistema de informação.

No início dessa semana, o presidente da Comissão de Saúde e Bem Estar Social da Câmara de Niterói, Paulo Eduardo Gomes (PSol), contou que o prédio da maternidade havia sido doado a uma instituição privada e isso fazia com que o município não pudesse sequer fazer obras no local. Ele ainda explicou que em processo judicial iniciado em 2015, o Estado do Rio de Janeiro obteve a reintegração de posse do imóvel na semana passada, dia 19 de março. Segundo decisão judicial, foi deferida a expedição de mandado de reintegração de posse e concedeu 10 dias para que a Asperj desocupe o imóvel em sua totalidade (parte edificada e não edificada) voluntariamente. Caso isso não seja feito, está autorizado o auxílio de força policial para essa desocupação, inclusive sendo encaminhados para depósito público os móveis da entidade privada que não forem retirados.

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