Réveillon de Niterói começa a ser discutido na Neltur

Enquanto o Rio de Janeiro discute a possibilidade do cancelamento do Réveillon a cidade de Niterói também está com esse assunto na ponta do lápis. A mudança na segunda maior festa do Estado está sendo analisada pela Niterói Empresa de Lazer e Turismo (Neltur) que entre as opções está definindo o novo formato: uma transmissão online da queima de fogos em um lugar amplamente isolado ou vários pontos espalhados em várias regiões para o show pirotécnico.

As informações foram confirmadas pelo presidente das Neltur, Paulo Novaes, que reforçou que precisa de um parecer definitivo sobre a festa do Rio de Janeiro para, aí sim, definir a festa em Niterói.

“Acho mais prudente aguardar uma posição mais concreta em relação ao Rio. Niterói está se firmando como o Réveillon tradicional e recebe muitos turistas que passam a data comemorativa no Rio. Então é mais prudente ver essa posição para ditar as nossas diretrizes. Mas podemos afirmar que terá um novo formato e é um assunto que já foi discutido no Gabinete de Crise da Prefeitura de Niterói”, contou.

Sobre as novas possibilidades Novaes também explicou que poderá ter pequenas queimas de fogos em diferentes lugares.

“Essa ideia é para tentar tirar a concentração de muitas pessoas em um só lugar”, frisou. Já a outra ideia é fazer a explosão dos fogos em um lugar isolado e com uma transmissão online. “Esse lugar seria fechado e teríamos dificuldade de conseguir garantir isso”, completou o presidente.

No início do ano a Neltur já tinha dado entrada no processo licitatório para a contratação da empresa para o show pirotécnico. Nesse documento tudo foi especificado como a expectativa de público, que também seria em torno de 500 mil (como aconteceu entre 2019 e 2020) além de 15 minutos de queima de fogos.

“Temos 99% de chance que esse planejamento não sirva para nada. Isso que está acontecendo é algo novo para todo mundo e é uma decisão que precisa de uma série de envolvimentos”, finalizou Novaes.

O Réveillon do Rio não foi cancelado oficialmente, mas terá que ser reformulado por conta da pandemia do coronavírus. O prefeito Marcelo Crivella informou que quando tiver a proposta do novo formato, entregue pela Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur), vai discutir o projeto com o setor hoteleiro e de gastronomia também. “Não foi adiado. Estamos pensando em fazer o Réveillon de outro jeito”, frisou. Na semana passada o anúncio da prefeitura sobre a inviabilidade da festa trouxe o assunto à tona.


SETOR HOTELEIRO
As expectativas de ocupação do setor hoteleiro para essa data na cidade são muito baixas. Paulo Novaes explicou que esse segmento foi o mais afetado na cidade. “Ainda temos um caminho duro para percorrer. As pessoas estão com medo e com receio e acredito que vai demorar muito para esse segmento normalizar. Atualmente a taxa de ocupação está menor que 10% sendo que é voltado para o turismo de trabalho, ou seja, trabalhadores que estão hospedados para trabalhar na cidade ou em outros municípios”, frisou.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

11 − 3 =