Restaurante Popular sobrevive do que produz

Aline Balbino

Não é de hoje que o Restaurante Popular Jorge Amado, no Centro de Niterói, passa por grande dificuldade. Os estoques de alimentos estão cada vez mais baixos e como o Governo do Estado não repassa dinheiro há meses, a administração do restaurante tomou uma medida mais drástica. Todo o alimento fornecido a centenas de pessoas diariamente é fruto da própria produção. Todo dinheiro que entra através da compra dos alimentos está sendo destinado ao pagamento de funcionários e para a compra de mais comida.

Por enquanto, há estoque até segunda-feira e o cardápio não deverá ser alterado. Provavelmente continuará sendo arroz, feijão, salsicha com legumes, ovos festivos e salada de alface. Nesta semana, nenhum funcionário precisou ser demitido como aconteceu na semana retrasada, quando sete pessoas foram desligadas da empresa.

“Realmente a gente nota uma grande diferença na comida do restaurante. A comida não está tão boa, mas a gente nota que o pessoal aqui se esforça para manter tudo funcionando. Esperamos que a situação se regularize porque muita gente ficaria com fome sem o restaurante”, disse o aposentado Evanir de Mello, de 70 anos.

O Estado deve cerca de R$ 2 milhões à Alimentação Carmense, que administra o restaurante. E não há data para sanar a dívida. A Secretaria de Estado de Fazenda informou que no momento, a prioridade é o pagamento da folha salarial de outubro. Demais repasses serão realizados de acordo com a disponibilidade de recursos em caixa.

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