Restaurações revelam segredos do Theatro Municipal

Raquel Morais

No próximo dia 19 o Theatro Municipal de Niterói completa 25 anos da última restauração e dentre as comemorações, que serão ao longo de 2021, está o rebatizado do bem cultural. Sim. O local será rebatizado pois sempre foi tratado pela grafia ‘Teatro’ e depois da manutenção dos adornos da fachada, feita no início desse ano, a direção da unidade chamou atenção para a grafia correta. Essas descobertas são comuns no meio da restauração. No ano passado a Câmara Municipal de Niterói foi restaurada e os dragões que ficam na entrada da grande escadaria estavam sem os bigodes e as unhas, que foram ‘descobertos’ pela equipe.

A diretora do Theatro Municipal de Niterói, Marilda Ormy, explica que o prédio histórico tem a grafia de Theatro, como acontece no espaço cultural do Rio de Janeiro. A partir daí, início do ano, a referência está sendo feita da maneira correta, que não interfere na forma oral mas sim na grafia.

A restauração foi feita há 25 anos mas a manutenção dos adornos foi no início do ano, isso incluem as rendas, bordados e o próprio nome.

“Os adornos precisavam de manutenções e sempre tratamos o Theatro nos folhetins e divulgação sem o H. Um dia eu estava saindo do shopping e vi isso. Fiquei surpresa! Agora vamos ter que fazer um rebatizado no ano que vem para poder tratar isso. Íamos fazer isso nesse ano, mas a pandemia do coronavírus fez nossos planos serem adiados”, contou.

Em fevereiro de 2019 o prédio histórico da Câmara Municipal de Niterói passou por um processo de restauro e as estátuas “A Ordem” e “O Progresso”, os leões do portão principal e os dragões dos postes de ferro fundido foram recuperados. O processo foi intenso e contou com várias técnicas e algumas novidades foram descobertas, como os bigodes e as unhas dos dragões que não estavam aparecendo.

História

De acordo com história do Theatro, entre 1991 – 1995 o local ficou fechado para a mais completa e rigorosa restauração que se tem notícia na história do patrimônio cultural brasileiro. O projeto de Restauração de Cláudio Valério Teixeira foi premiado pelo Instituto Arquitetos do Brasil, em 1994. O passado da casa foi respeitado, conservado, reerguido graças a um trabalho minucioso, científico e detalhista feito pelos restauradores e arquitetos. O desafio foi manter os aspectos históricos (as linhas arquitetônicas neoclássicas da reforma de 1888 e 1889) e ao mesmo tempo dotá-lo de modernidade. Em 19 de Dezembro de 1995 estava totalmente restaurado e foi reinaugurado. Com capacidade para 421 lugares, ganhou o que há de mais moderno em equipamentos de segurança e conforto.

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