Renan Calheiros é indiciado por suspeita de recebimento de propina da Odebrecht

Relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia da Covid-19, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) foi indiciado pela Polícia Federal por suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso em que é investigado por supostamente ter recebido R$ 1 milhão em propina da empreiteira Odebrecht, em troca de apoio a um projeto de interesse da empresa no Senado. O parlamentar nega a acusação e afirma ser vítima de retaliação por sua atuação na CPI, que tem o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como um dos alvos.

O relatório da investigação foi sumbetido, na última sexta-feira (2), ao Supremo Tribunal Federal (STF) e deve ser enviado á Produradoria Geral da República (PGR), a fim de decidir se irá apresentar denúncia contra Calheiros. Segundo a Polícia Federal, há “indícios suficientes de autoria e materialidade” contra o senador envolvendo a aprovação, no Senado, de um projeto de resolução sobre alíquota de ICMS.

Por meio de nota, o senador negou as acusações. “Essa investigação está aberta desde março de 2017 e, como não encontraram prova alguma, pediram prorrogação. Estou surpreso que justamente agora, quando a CPI mostra todas as digitais do governo na corrupção da vacina, a parte politizada da Gestapo (referência à polícia secreta do estado nazista) enxerga indícios em uma acusação sem prova referente a 2012. Mas não irei me intimidar. Os culpados pelas mortes, pelo atraso das vacinas, pela cloroquina e pela propina irão pagar”, afirmou.

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