Remadores da Expedição Anamauê chegam a Búzios

Raquel Morais

Os remadores que estão participando da 4ª edição da Expedição Anamauê chegaram na Região dos Lagos e aportaram em Búzios, na praia de Manguinhos. Na quinta-feira (14) eles devem sair de Búzios rumo Arraial do Cabo e depois chegam ao destino final, na base do Centro de Estudos do Mar – CEM em Jurujuba, Niterói, com previsão para o próximo final de semana. A maratona ganhou mais um representante niteroiense que substituiu um dos remadores que teve problemas pessoais e teve que encerrar sua participação. Ao todo a tripulação conta com três remadores de Niterói, dois do Rio de Janeiro e uma do Espírito Santo.

No último final de semana a expedição saiu de Macaé e passou pelo ponto crítico, o Cabo de São Thomé, na região de Campos dos Goytacazes. Além da dificuldade com as condições do mar uma das canoas ficou parcialmente destruída e teve que passar pro reparos, que foram feitos em Búzios. Ao todo já foram percorridos 900km desde a saída de Arraial D´Ajuda.

“No domingo encaramos o mar mais casca grossa que enfrentamos até aqui. Pegamos ventos muito difíceis de até 30 nós de través, testou limite psicológico e físico da galera depois de um sábado já bem complicado. O domingo foi bem desgastante, mas vencedor para o time. Depois de quatro horas lidando com ondas de mais de dois metros chegamos em Búzios com vinte minutos de lazer total, fazendo surfe da vida nas ondas. Foi uma batalha de uma vida com um oceano muito complicado. Só faltam mais dois dias. Ficaremos nesta terça e quarta buscando sair na quinta-feira bem cedo para chegar em Niterói no final de semana. Tentamos chegar antes, mas a janela de vento está complicada”, explicou Douglas Moura, 39 anos, niteroiense e um dos líderes da expedição.

A 4ª Expedição Anamauê começou no dia 24 de dezembro e os seis atletas saíram de Arraial D´Ajuda (BA) e sentido Niterói. Essa é considerada uma das maiores expedições do país com 650 milhas náuticas percorridas sem o auxílio de equipamentos eletrônicos. A média do grupo é de 30 até 40 milhas náuticas por dia e eles têm ajuda de bússola e carta náutica; e os atletas estão levando seus mantimentos e equipamentos de dormir.

A Canoa Havaiana ou Polinésia, são nomes para determinar o esporte que surgiu na região polinésia e que originalmente é conhecido como Va´A, Wa´A ou Waka. A cultura da canoa existe há mais de 3 mil anos e elas foram inicialmente usadas pelos povos polinésios com a necessidade de colonizar novas terras na região polinésia, conjunto de ilhas do Pacífico que incluem Tahiti e Havaí.

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