Reitor diz que Colégio Pedro II não retorna 100% presencial para respeitar as leis

O Reitor do Colégio Pedro II, Oscar Halac, garantiu em nota que ‘não há nenhuma intenção deliberada em não retornar com 100% da comunidade discente neste momento. Há sim: o respeito às normas e leis vigentes, neste período’. A afirmação veio após sequenciais manifestações de estudantes e pais de alunos do campus Niterói pedindo o retorno 100% presencial das aulas. As aulas em 2022 estão sendo em regime semipresencial.

O modelo de ensino está garantido no Plano B da Portaria nº 2.389/2021, onde desde o dia 14/02 os alunos estão em regime semipresencial de ensino com alternância semanal de 50% dos estudantes de cada turma em atividades presenciais. A aprovação aconteceu no último dia 11 em reunião extraordinária do Conselho Superior (Consup), regulamentada pela Portaria nº 225/2022.

Maria Helena Morais, membro da Comissão de Mães, Pais e Responsáveis de alunos, é contra o modelo semipresencial já que considera o ambiente escolar seguro e os alunos devem estar dentro da sala de aula. A empresária disse estar aguardando uma avaliação do Consup na próxima sexta-feira (18). “Vão reavaliar a portaria e o retorno semipresencial. No momento estamos elaborando uma nota de repúdio para a publicação que o reitor onde são apresentadas fake news sobre as manifestações que vem ocorrendo”, contou.

Paralelo a isso, permanece agendada para o próximo dia 25, uma reunião com representantes do Consup, órgão máximo do Colégio Pedro II, de caráter consultivo e deliberativo. O Reitor pontuou que a Portaria nº 2.389, de 20 de dezembro de 2021 e aprovada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONEPE) e pelo Conselho Superior (CONSUP), normatiza as etapas de retorno presencial, sendo coordenadas pelo Boletins Epidemiológicos do Estado do Rio de Janeiro. Neste período atual, até março de 2022, o Colégio Pedro II cumpre o planejamento didático e pedagógico referente ao ano letivo de 2021 (…) passando de um modelo remoto para o modelo semipresencial.

Sobre as manifestações o Reitor ainda ponderou que os manifestantes não eram conhecidos da escola. “O ato contou com dezenas de ‘transportadores escolares’ e várias outras pessoas estranhas à comunidade escolar. Da mesma forma causou-me surpresa que a Prefeitura do Rio e seu Secretário de Saúde tivessem se imiscuído nestas questões já que, creio, há assuntos graves a serem tratados no Município, como a não construção de creches suficientes à comunidade ou as condições do transporte urbano, dentre outros. Não comentarei, pois respeito os óbices que de certo possuem, mas deveriam conhecer os do CPII antes de se posicionarem politicamente”, finalizou.

Raquel Morais

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