Reitor da UFF se reúne com Weintraub, mas dinheiro continua bloqueado

Pedro Conforte

A liberação imediata de recursos para as universidades públicas depende da melhoria do ambiente econômico do país, foi o que disse o ministro da Educação, Abraham Weintraub, na última quarta-feira durante uma reunião com o reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Antonio Claudio Lucas da Nóbrega. O reitor foi à Brasília para tentar reverter o corte no orçamento da universidade, mas apesar do diálogo nenhuma ação prática foi tomada pelo Governo Federal. No mesmo dia, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) acatou recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) e derrubou a decisão da Justiça Federal da Bahia, que suspendia os cortes das verbas de universidades federais e de outras instituições públicas de ensino.

De acordo com a UFF, o reitor apresentou as realizações e potencialidades das atividades acadêmicas de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas pela UFF nas 10 cidades em que atua e detalhou o trabalho de organização técnica. O ministro ficou satisfeito, mas relacionou a retomada das verbas com a melhoria da economia. “A expectativa é de que, com o diálogo transparente com o Ministério da Educação, a Universidade tenha um bom espaço para minorar seus problemas emergenciais ainda este ano e se preparar para 2020 com um cenário de maior equalização financeira”, informou a UFF, por meio de nota. No mesmo dia, o reitor esteve reunido com o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, e com outros deputados federais, para articular ações em benefício das áreas de Educação e Saúde.

Um comunicado foi divulgado no site da universidade, que caso a verba volte a ser liberada, o segundo semestre está ameaçado ser adiado e novas vagas em 2020 podem não ser abertas. Projeções da Pró-Reitoria de Planejamento indicam que a Universidade precisaria de R$ 200 milhões anuais (16,7 milhões por mês) para arcar com os custos mais elementares, no entanto, o orçamento aprovado para essas despesas em 2019 era de R$ 169 milhões (R$ 14,1 milhões por mês). Só que segundo a UFF, com o corte anunciado com o bloqueio, a universidade tem R$ 6,85 milhões mensais, ou seja, 46,5% do montante mensal que constava na Lei para 2019.

“Caso não haja a recomposição total do orçamento aprovado inicialmente na LOA, a administração irá elaborar um conjunto de medidas para tentar manter um funcionamento mínimo da Universidade em cenário de emergência”, declarou a Universidade em comunicado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *