Região Oceânica terá 100% de cobertura do Aedes do bem

Wellington Serrano

A Região Oceânica em breve estará com cobertura de 100% de Aedes aegypti com Wolbachia, que visa substituir todos os mosquitos Aedes aegypti que transmitem a dengue, zika e chikungunya. O projeto piloto da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que teve início na cidade no mês junho de 2016, através de mobilizações comunitárias nos bairros da Zona Sul e da Região Oceânica, agora chega ao fim em Niterói e ganha patamares maiores com o destino ao Rio de Janeiro.

“Nosso projeto de pesquisa começou pequeno ao alcançar cerca de 250 mil habitantes em Niterói e três mil na Ilha do Governador. Agora, com incentivo do Ministério da Saúde, vamos para áreas maiores com três milhões de pessoas no Rio de Janeiro”, explicou Gabriel Sylvestre, gerente operacional do projeto chamado de Eliminar a Dengue: Desafio Brasil. Segundo ele, antes de entrar no Rio de Janeiro o projeto vai ser terminado nos bairros Engenho do Mato, Serra Grande, Maravista e Itaipu, que serão os últimos na região a receberem os mosquitos aliados no combate à dengue, Zika e chikungunya. “Com estes quatro bairros, toda a Região Oceânica de Niterói já estará coberta com os Aedes aegypti com Wolbachia, um mosquito que combate essas doenças”, explicou Sylvestre.

Na Região Oceânica, semana passada, uma equipe de técnicos da Fiocruz já esteve presentes levando informações aos moradores.
“É importante destacar que o mosquito com Wolbachia é mais uma ferramenta complementar no combate não temos a intenção de mudar o hábito de ninguém a limpeza no quintal continua sendo a mesma”, alertou Gabriel. Com o apoio da Prefeitura de Niterói, que ajuda na mobilização da população, a iniciativa da Fiocruz vai ajudar a proteger milhares de habitantes das doenças transmitidas pelo mosquito. Como o caso do morador José Silva Linhares, que mora há 15 anos na Rua Poeta Lyad do bairro Engenho do Mato. “Já tive dengue hemorrágica e sei muito bem o que é isso. Parabéns ao trabalho dos pesquisadores e técnicos da Fiocruz”, elogiou.

Mesma opinião da vendedora Maria Gomes de Castro, de 32 anos, que trabalha na Rua Sucupira. “Conheço o trabalho da Fiocruz e toda tentativa para se eliminar a dengue, zika e chikungunya é bem-vinda”, afirmou.

FORMAS DE LIBERAÇÃO

O projeto utiliza duas formas de liberação de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia: a primeira é a liberação de mosquitos adultos em vias públicas e a segunda é a liberação de Aedes com Wolbachia através do Dispositivo de Liberação de Ovos (DLO), um recipiente fechado (semelhante a um balde com tampa) onde os mosquitos se desenvolvem.

Os DLOs são colocados em áreas públicas e/ou propriedades privadas nos bairros que colaboram com a iniciativa. No interior do DLO há ovos de Aedes aegypti com Wolbachia, água e alimento para as larvas que vão nascer. Cerca de sete a dez dias após a instalação, os mosquitos já estarão adultos e voarão para fora, por meio dos furos existentes no dispositivo. É importante ressaltar que o DLO não possui

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