Rede de solidariedade: grupo usa a internet para ajudar pequenos comerciantes

A iniciativa de uma niteroiense está movimentando as redes sociais para ajudar as pessoas no período da pandemia do coronavírus. A empresária Kátia Yusim, 59 anos, criou o grupo ‘Uma Mão Lava a Outra’, no Facebook, para ajudar empresários e pequenos artesãos a movimentarem os seus negócios no período do isolamento. A ideia deu certo e muitas negociações estão sendo feitas nesse espaço, que ela considera de solidariedade e amor ao próximo.

O grupo já tem mais de cinco mil membros e ela explica que ‘foi criado para que sejamos as mãos que ajudam a quem não pode usar suas próprias mãos para trabalhar e estão sem emprego e nenhuma renda para viver neste momento’.

“Sempre andava na Praia de Icaraí de manhã e tomava água de coco no mesmo lugar. Quando entramos no isolamento, eu fiquei desesperada pensando nesses vendedores, de como estaria a situação financeira deles. A ideia partiu depois de um sonho que tive que eu criava um grupo. E eu falei com minhas filhas, contei a ideia e criamos o grupo. A ideia central era ajudar pessoas e estamos conseguindo mostrar esses serviços e movimentar esses pequenos serviços”, comentou a moradora do Ingá.

“Não sei quem fundou, mas está sendo muito prazeroso fazer parte disso. É uma injeção de ânimo e solidariedade. Os anúncios são dos mais diferentes aos comuns. O grupo é verdadeiramente uma mão lavando a outra”, contou a jornalista Gabriela Nasser.

A empresária Adriana Tani também usou o grupo para conseguir alavancar as vendas dos seus produtos, que como ela classifica, são essenciais. Após o isolamento a queda nas vendas chegou a 80% por conta do fechamento dos restaurantes. 

“Eu e meu marido nos reinventamos e começamos a vender o alho roxo descascado e depois o triturado. O grupo me ajudou muito, pois eu perdi muitos clientes com o isolamento e com essa ajuda estamos com novas encomendas”, contaou a dona do Temperos Alhex, que vende o quilo do alho descascado por R$ 25,  R$ 27 o alho triturado.

Já o morador da Região Oceânica, Anderson de Oliveira, de 43 anos, uniu a venda de máscaras de proteção com a doação de alimentos. A máscara custa R$ 25 já com a entrega e R$ 5 desse valor é doado para a fabricação de quentinhas para doação à população de rua do Centro de Niterói.

“A entrega está prevista para as próximas semanas e me sinto muito bem fazendo uma ação como essa. Tem muita gente que precisa de alimento”, finalizou o publicitário.

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