Recuperação econômica no setor de bares e restaurantes ainda é lenta em Niterói

Dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no RJ (Abrasel-RJ) apontam que o setor segue fortemente impactado pela pandemia. Uma pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 24 de agosto e apontou que 39% dos estabelecimentos tiveram prejuízo em julho, 35% conseguiram equilibrar as contas e 26% tiveram lucro. A Câmara de Dirigentes Lojistas de Niterói (CDL-Niterói) também fez um levantamento e mostrou que as vendas na cidade retomaram 55% em média no comparativo com o período antes da pandemia da Covid-19.

Um dado preocupante divulgado pela Abrasel-RJ é que 26% das empresas não conseguiram pagar os funcionários de forma integral, 63% dos estabelecimentos têm pagamentos em atraso e 77% das empresas no Rio de Janeiro têm algum empréstimo contratado. Ainda segundo a associação 58% dos donos de bares e restaurantes aumentaram preços do cardápio no primeiro semestre de 2021, sendo destes 41% que reajustaram os preços entre 5% e 10%; outros 29% aumentaram entre 10% e 15% e 2% reajustaram os preços em mais de 20%. “Estamos melhorando de modo consistente, com o faturamento voltando. Mas o endividamento das empresas e a pressão inflacionária preocupam”, afirma Paulo Solmucci, presidente da Abrasel.

O presidente da CDL-Niterói, Luis Vieira, explicou que apesar da alta as vendas ainda não voltaram a normalidade. “Não conseguimos superar o índice. De acordo com empresariado é ainda pelo temor das pessoas de irem para as ruas. Está melhorando? Está. Tem crescido? Tem. Mas em proporções lentas. Acredito que o total de pessoas vacinados e com a tendência de compras de final de ano teremos um aumento de pessoas circulando. Muitas pessoas ainda estão reticentes de irem em restaurantes para almoçar e para fazer as comemorações, isso não é bom né? Temos certeza absoluta que vamos superar isso e voltar a normalidade”, pontuou.

O presidente do Polo Gastronômico de Icaraí, Adalberto Caveari, por exemplo, concordou que o avanço da vacinação melhorou o movimento, mas o custo da matéria-prima está muito mais alto. “Com a imunização contra a Covid-19 teve uma ligeira melhora e um pouco mais de movimento. Continuamos com restrições de horários e espaçamento além da restrição de ônibus que atrapalha funcionários. O custo da matéria-prima, como a bebida e comida, junto com luz e gás, por exemplo, e tudo aumentou demais. A venda melhora mas aumentar custo a gente não consegue repassar para o cliente. Ficamos com a margem de lucro mais apertada. E infelizmente tem restaurante que não consegue sobreviver”, pontuou.

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