Recém nascido é encontrado em caixa de papelão na rua

Na semana em que a morte e a ressurreição de Cristo são sinônimos de esperança de dias melhores, ainda é possível se surpreender com as atitudes humanas. A manhã dessa quinta-feira (1) foi marcada por abandono, tristeza e solidão para um recém nascido, após ter sido deixado em uma caixa de papelão, no bairro Parque Nova Brasília, em Campos dos Goytacazes. Mas o pesadelo teve fim após ele ser encontrado por uma moradora na Rua Álvaro de Azevedo Barcelos.

Uma mulher ouviu o choro de um bebê nas primeiras horas da manhã dessa quinta-feira e viu o recém-nascido dentro de uma caixa de papelão. O neném estava enrolado em um pano de chão, sujo de sangue e ainda com o cordão umbilical. Jorge Alves Júnior, estudante de educação física, de 27 anos foi chamado pela mulher para ajudar na situação um tanto quanto inusitada.

“Nunca pensei que ia passar por uma situação dessa. Quando a gente vê isso em notícia é uma coisa, mas presenciar isso me deixou alterado. Eu fiquei desesperado e só depois consegui me acalmar. Eu peguei ele no colo e vi que ele estava respirando eu fui me acalmando. Ele estava tão vulnerável e com cordão umbilical. A minha mãe pegou ele no colo e enrolou ele em um cobertor e ele estava muito gelado de frio”, desabafou.

A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados e o recém nascido foi levado para o Hospital Plantadores de Cana (HPC), no Parque Rosário. O Coordenador da UTI Neonatal do HPC, Dr. Marianto Freitas Cunha Filho, contou que o neném é um menino que está com 2,425 kg e tem 45 cm. No momento apresenta boas condições clínicas e está recebendo assistência indicada e adequada para um neném, e vou precisar de um tempo maior para ver a evolução do menino. É um neném que aparenta, clinicamente, estar nas primeiras 24 horas de vida. Não aparenta ser um recém nascido de pouco tempo de nascimento. Não aparenta, no momento, sinais clínicos de nenhum tipo de patologia que acometa um recém nascido”, explicou.

O médico ressaltou ainda que o recém nascido não está isento de riscos. “Consideramos um parto séptico, ou seja, não teve os cuidados adequados de recepção de um recém nascido. Aumenta risco de doenças infecciosas, principalmente as bacterianas”, completou.

O caso foi registrado na 134ª DP.

Raquel Morais

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