RAYMUNDO NERY STELLING JÚNIOR – ALICERCES DE CIDADANIA PARA O BEM COMUM

Por tantas vezes e em tantos artigos, temos procurado indicar nossa extrema preocupação com a questão da efetiva participação do cidadão na vida coletiva de nossa sociedade.

Nos preocupa, sobretudo, por percebermos como estão a imperar o individualismo e o materialismo desenfreados…toda uma “cultura” de mídia tem favorecido tal “direcionamento” que muito nos torna apreensivos por entendermos a importância da participação responsável societária de todos.

As Nações que demonstram uma sociedade estavelmente constituída trazem fortíssima carga de civismo, construindo assim e mantendo permanentemente o sentimento maior de amor à Pátria – o que dimensiona no espírito dos cidadãos a importância e a certeza de uma contínua luta em prol do bem coletivo.

Quando falamos de Civismo, por vezes, existem pessoas que “torcem” o sentido pelo qual lutamos em o promover que na mais é do que reforçar nos alicerces da construção de nosso pensamento coletivo aqueles valores nacionais que nos unem que nos aproximam a todos e que possamos, vivenciar a “Unidade da diversidade”.

O patrimônio cívico jamais segmenta ou existe no propósito de empreender ações ofensivas a qualquer lado que seja, mas objetiva sim, a nos remeter a uma esfera de responsável participação comum para enfrentarmos os grandes dilemas e as efetivas questões que se colocam para o estabelecimento de uma sociedade feliz, justa em oportunidade democrática em suas relações.

O Civismo nos faz perceber que temos imensa responsabilidade pela vida, pelo próximo, pela nossa terra brasileira e assim nos possibilita cultivarmos – sobretudo nas gerações que vão chegando o sentimento maior de todos estarem lutando por todos e assim procurarmos quebrar significativa parte do individualismo e do materialismo que tanto nos tem segmentado, separando-nos perigosamente no sentido de perdermos a clara noção de nosso coletivo nacional e grande parte dos cidadãos apenas se remeterem aos seus problemas pessoais, grupais sem estarem atentos ao todo social.

Entendemos que no ensino formal , por exemplo, não devamos ter um número imenso de disciplinas – totalmente contraproducente com certeza não permitindo efetiva imersão dos alunos para aprofundamento de temas e questões, porém, se torna vital para a Cidadania nacional e assim para a Soberania nacional que ocorra uma percepção clara na formação de crianças e jovens de que todos nós somos igualmente responsáveis pelo destino de nossa Nação e somente conseguiremos isso se amarem nossa Pátria – mas como se a cada década mais distante se encontram, do conhecimento dos valores nacionais pátrios? Como se não existem momentos nos quais possam ter acesso e conhecimento de nosso imenso e riquíssimo patrimônio cívico?

Em alguns momentos quando identificamos nossa preocupação com o retorno de disciplinas como EMC -Educação Moral e Cívica para o Ensino Fundamental e OSPB – Organização Social e Política do Brasil para o Ensino Médio, tiveram cidadãos que começaram a causar desnecessárias celeumas em torno desta proposta e começam a radicalizar com discursos nos quais se encontram inclusos “outros interesses” que não sejam os interesses da própria soberania nacional em última instância.

Recentemente, como o fizemos no ano de 2007, fomos pessoalmente instar em Brasília (DF) junto às Comissões de Educação da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nossa visão da importância de se considerar a questão cívica na formação dos jovens e, para tanto, novamente protocolamos Ofícios que atestam esta nossa legítima preocupação.

Torna-se mister que as gerações que vão nos sucedendo tenham o pleno conhecimento dos fundamentos e valores que nos identificam como Nação; dos símbolos e datas que consideramos fundamentais para o pleno cultivar de nosso entendimento enquanto Nação e assim possamos de forma efetiva levarmos a que tenham compromisso com tudo que ocorre em nossa sociedade e não permitam que ações lesivas à Pátria ou a qualquer cidadão ou ao nosso território pátrio sejam empreendidas seja por qual lado for. Além disso, importante perceberem que princípios máximos como Ética, Observância das Leis, fraternidade, entre tantos outros são fundamentais ao lado de todo conhecimento técnico e científico que possam apreender e que somente a utilização destes saberes dentro de uma esfera positiva a favor da sociedade e da Vida ( em seu sentido lato) tem valor efetivo.

Uma Nação fortalece a sua “alma” quando valoriza seus fundamentos históricos, quando valoriza seu patrimônio cívico, quando promove junto às gerações que se sucedem a visão clara do compromisso ético pela Vida e assim possam, efetivamente, enquanto cidadãos conscientes colaborarem para um mundo, para uma sociedade e uma pátria mais feliz e plena para todos!

Professor Doutor Raymundo Nery Stelling Júnior (PhD in Science Education / USA e Master in Administration – Total Quality Management / USA) é Presidente-Chanceler do IFEC – Instituto Interamericano de Fomento à Educação, Cultura e Ciência (www.ifec.org.br).

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